Quarta-feira, 16 de Maio de 2012
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                                         CAMPOS DE MASSEIRA

 A marcar, duma maneira singular, a faceta agrária das gentes poveiras, há os campos de masseira.

Com um saber que lhes advém duma prática ancestral, os habitantes cavavam nas dunas até uma certa profundidade, muito próxima do nível freático.
 O lençol de água ali existente assegurava um grau de humidade permanente ao longo do ano o que tornava possível a produção agrícola,

 

      

 

As masseiras ou campos masseira existentes nas freguesias da Estela e Aguçadoura, freguesias do concelho da  Póvoa de Varzim e na vizinha Apúlia, em Esposende, constituiam uma forma de agricultura única no mundo
Esta  pratica agrícola, que  permaneceu ao longo de sucessivas gerações.  consistia em fazer um largo rebaixamento rectângular nos terrenos arenosos das praias da região.
 Os campos eram modelados em forma de masseira ou gamela por efeito desse rebaixamento do terreno em alguns metros.
 No área central, encontrava-se água doce, (não salgada como poderíamos supor dada a proximidade do mar), e tudo podia ser ali plantado, devendo-se o êxito do processo à abundância de água existente no subsolo  e ao sargaço (adubo natural  obtido no mar) para que o cultivo germinasse e se desenvolvesse.
 Nos quatro lados da masseira, designados por "vales" ou “valados”,  eram cultivadas vinhas, de forma a proteger a área central dos ventos predominantes do norte, aos quais se dá o nome de "nortada", do que resultava um aumento térmico que, aliado à humidade natural  do terreno, produzia um efeito de estufa muito propício à exploração agrícola.  As vinhas,  além das  uvas que produziam,  asseguravam, com as suas raízes, a contenção das areias

      
 Sabe-se que este tipo de agricultura foi inventada no século XVIII por monges beneditinos da abadia de Tibães e foi outrora bastante utilizado na costa da Póvoa de Varzim e de Esposende. Hoje em dia é um processo agrícola  em vias de extinção devido à popularização das estufas de origem industrial instaladas na região e até mesmo  à devastação das dunas, cuja  areia vem sendo retirada para a construção civil. Este inteligente processo de produção intensiva em pequenas explorações agrícolas que obtêm excelentes produções, impensáveis em terrenos arenosos e, portanto, inorgânicos, tem sido estudado por técnicos vindos das mais diversas origens.

     
                                      apanha do sargaço para adubo dos campos 

O sargaço é depositado na areia, ao sol, para entrar em decomposição. Quando há  muita abundâncla é, depois de seco, conservado em montes circulares (medas)- e cobertos de palha ou pano oleado, o que lhe confere o aspecto de palhotas (habitação dos indígenas em certas zona de África).   

   

 Apesar de esta descrição ter sido feita em termos de tempo passado, ainda é possível ver-se, presentemente,  um ou outro campo masseira em plena produção.

 


 

Nota do Garatujando:

Estas medas, no seu conjunto conferiam um aspecto muito típico à  praia da  vizinha Aver-o-mar, que era no seu todo uma linda e típica povoação constituida por casas baixinhas e por vivendas,  ... até que a ganância dos construtores e a permissividade das autoridades de então a descaracterizaram  completamente com o modernismo bacoco e caótico em que que tornaram.



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Terça-feira, 15 de Maio de 2012
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        No Sobreiro, meio caminho entre Mafra e Ericeira

                   ALDEIA TÍPICA DE JOSÉ FRANCO

     Nascido em 1920, José Franco foi  oleiro, ceramista e escultor. Artista português que viu as suas obras, principalmente dentro do estilo da arte sacra, celebrizadas pelo mundo inteiro. Amigo pessoal do escritor Jorge Amado, que decorou a sua casa com obras do José Franco. Em relação a prémios, José Franco foi agraciado com o título de comendador pelo ex presidente da república, general Ramalho Eanes, foi-lhe também atribuído o prémio na categoria de Arte pelo Rotary Club e foi ainda abençoado pelo Papa João Paulo II.

                       

             

     No entanto, a obra mais conhecida de José Franco é sem duvida a sua Aldeia Típica no Sobreiro, povoação situada na estrada entre Mafra e a formosa vila/praia da Ericeira.  

Ainda hoje visitada por miúdos e graúdos, é a fiel reprodução de uma aldeia típica do concelho de Mafra. Ali encontramos os vários costumes e ofícios de uma aldeia do inicio do século XX. Podemos ver um sapateiro, barbeiro-dentista, latoeiro, padeira, mercearia da Ti Lena, uma sala de aula, diversas cenas do quoticiano da vida rural , assim como as várias arquitecturas mais usuais na altura, um coreto e até um castelo, onde a brincadeira está sempre presente.

É um espaço fantástico para ser visitado por crianças e adultos, onde merece a pena passar umas horas em que nos sentimos transportados para outra era, aos anos 30, 40, 50 e 60.

Aquele espólio riquíssimo, em peças originais e "manequins" em apreciável quantidade está em avançado estado de degradação, porque as condições (praticamente  a "céu aberto)  não permitem a sua correcta conservação e acabará por desaparecer com o passar do tempo.

Algumas serão peças de elevado valor sociológico.

   O projecto do fundador José Franco, já falecido, merece, por isso, que as autoridades da cultura, do turismo e da autárquica não deixem que o espólio se vá perdendo. Aliás, aquele "museu" traz muita gente ao Sobreiro, Mafra, Ericeira, etc, pelo que é, também por isso. um pólo de interesse turístico. É verdade que existe a Fundação José Franco, mas que não deve ter fundos suficientes para salvar o património e dinamizá-lo, pelo que carecerá de ajudas, provavelmente não só financeiras.

    Vejamos alguns aspectos daquela notável obra artesanal:

                                       VER EM ECRÃ COMPLETO

             SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO

          Agradecimento ao nosso Amigo Américo Alberto, pela partilha

 

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Segunda-feira, 14 de Maio de 2012
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                             VISITA AO FILHO NA PRISÃO

 

Uma estória que está para além das palavras. Comovente cena que é uma verdadeira lição !

Avalie o leitor por si próprio ...

 

                           Preservamos o descritivo em português do Brasil

 

 

                                                          de

                                      MIGUEL TORGA

        

POEMA MELANCÓLICO A NÃO SEI QUE MULHER

 

Dei-te os dias, as horas e os minutos

Destes anos de vida que passaram;

Nos meus versos ficaram

Imagens que são máscaras anónimas

Do teu rosto proibido;

A fome insatisfeita que senti

Era de ti,

Fome de instinto que não foi ouvido.

Agora retrocedo, leio os versos,

Conto as desilusões no rol do coração,

Recordo o pesadelo dos desejos,

Olho o deserto humano desolado,

E pergunto porquê, por que razão

Nas dunas do teu peito o vento passa

Sem tropeçar na graça

Do mais leve sinal da minha mão.

 

MIGUEL TORGA

 (1907-1996)

 

 

                         CENTRAL PARK DE NEW YORK 

 

      

O Central Park (em português: Parque Central) é um grande parque (com 341 hectares) dentro da cidade estadunidense de Nova Iorque, no estado de mesmo nome. Possui uma área de 3,4 km², e está localizado no distrito de Manhattan.

 O parque, que existe há 150 anos, é considerado, por muitos nova-iorquinos, um oásis dentro da grande floresta de arranha-céus existente na região. É um lugar onde as pessoas podem diminuir o ritmo frenético de Nova Iorque: as pessoas podem sentar em um banco e ler o jornal, conversar com os amigos, jogar, andar de bicicleta ou brincar com as crianças.

 Com os aproximadamente vinte e cinco milhões de visitantes anualmente, o Central Park é o parque mais visitado da cidade e aparece em muitos filmes e programas de televisão, tornando-o conhecido no mundo todo.

 Foi projetado por Frederick Law Olmsted e por Calvert Vaux, que criou mais tarde o Brooklyn's Prospect Park. Embora o parque pareça natural, ele é, na verdade, ajardinado quase inteiramente e contém diversos lagos artificiais, trilhas para caminhadas, duas pistas de patinagem no gelo, um santuário vivo e campos diversos.

 Vejamos alguns aspectos do renomado Park:

                                        VER EM ECRÃ COMPLETO

                          SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO 
                                    Agradecimento a Maria do Céu, pela partilha               

 

 

 

 

 

         

                                       

                                            

                             

                                                MANUEL SILVA                       

  Manuel Silva (1869-1941) ficou na memória da nossa terra sobretudo como historiador, como o homem que abriu as portas à construção de uma história local assente em bases científicas.   

 No entanto, percorrendo as centenas de textos que nos deixou, facilmente se pode concluir a multiplicidade de aspectos, de temas e de áreas de intervenção de Manuel Silva. Da educação ao Ensino, do Direito à política, da investigação à divulgação, da literatura à bibliófila, tudo mereceu a sua opinião atenta e crítica. 

 Mesmo no âmbito da História, o seu labor não se limita a algumas obras de maior fôlego e mais conhecidas. Nas páginas da "Revista de História", da "Terra Portuguesa", de "A Póvoa de Varzim", do "Estrela Povoense", de "O Comércio da Póvoa", "A Voz da Póvoa", "A Bibliográfica", deixa-nos uma intervenção constante, obedecendo sempre a três objectivos fundamentais: contribuir para a elaboração da história nacional; colaborar na reclamada rectificação dos erros e propositadas falsidades de que está conspurcada a obra já escrita; acentuar a importância de elementos aparentemente falhos de alcance.

"Varazim de Jusaão nas formulas municipaes d'Herculano" (1915) e "A Evolução d'um Município" (1917-22) são trabalhos construídos na linha de Herculano e seus seguidores, nomeadamente Alberto Sampaio e Gama Barros, historiadores que marcam decisivamente o pensamento de Manuel Silva.

   Acompanhou os movimentos de âmbito nacional relacionados com a História. Membro da Academia de Ciências, do Instituto Histórico do Minho, e do Instituto Português de Diplomática, integrou também a sociedade Portuguesa de estudos Históricos, que tinha objectivos bem definidos e um programa ambicioso.

Bibliófilo, são constantes as suas análises críticas aos livros que vão sendo publicados na área da História Universal, nacional e local, da literatura, da arte, da ciência e da educação.

   Também os Arquivos são uma paixão de Manuel Silva. Toma posição pública frontal contra a centralização dos Arquivos. Considera que os Arquivos municipais são, na localidade, preciosos e invejáveis mas, longe, tornar-se-ão mortos e esquecidos.

   A "sua" Póvoa não lhe merece apenas o estudo incansável do passado. Participa activamente em diferentes movimentos de âmbito local e integra os órgãos sociais de várias instituições - é conhecida a sua ligação à Beneficiente, à Santa Casa da Misericórdia, à Assembleia Povoense e à Junta de Propaganda e Defesa da Póvoa.

Descreve com pormenor muitas das tradições poveiras. Em alguns casos, esses registos são notáveis e belíssimos - leia-se, a título de exemplo, os artigos sobre "Águas e Chafarizes", "Mantas de Terroso" ou "Procissão das Aliantarnas".

   Este ilustre Poveiro tem  a sua memória perpetuada com o seu nome numa rua da cidade. A rua que, da Praça da República (também conhecida pelo Largo de S.Tiago)  e passando a "Escola dos Sininhos" vai até à Rua Paulo Barreto (Estrada Nacional nº.13), na zona do

Mercado Municipal. A residência de Manuel Silva situava-se nessa rua (num prédio já desaparecido), na esquina com a Rua Santos Minho

 

Nota do Garatujando:

Manuel Silva era avô paterno do nosso particular Amigo e colaborador Jorge Silva.

 

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Domingo, 13 de Maio de 2012
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                                                     de

                             REINALDO FERREIRA

 

QUE DE NÓS

 

Que de nós dois

O mais sensato sou eu,

- E uma forma delicada

De dizeres que sou mais velho.

Ora é verdade

Ser eu quem tem mais idade.

Mas daí a ter juízo

Vai um abismo tão grande

Que é preciso,

Com certeza,

Que o digas com ironia

E nenhuma simpatia

Pelo engano em que vivo.

O engano de ter rugas

E nunca fitar um espelho...

Vê lá tu que eu não sabia

Que sou dos dois o mais velho.

 

REINALDO FERREIRA

in Poemas

 

 Poeta natural de Barcelona, filho do famoso jornalista com o mesmo nome, que nos anos 20 se celebrizou por assinar as suas peças sob o pseudónimo «Repórter X». Teve uma vida breve e pouco bafejada pela sorte. Iniciou os estudos secundários em Espanha, tendo-os concluído já em Moçambique, onde se fixou. Colaborou em algumas publicações de Maputo (a então cidade de Lourenço Marques) e da Beira: Capricórnio, Itinerário, Paralelo 20, etc. A sua poesia só ficou conhecida aquando da publicação póstuma dos seus Poemas (1960). Uma segunda edição, de 1966, vinha acompanhada de um prefácio de José Régio, que, tal como Vitorino Nemésio, lhe teceu largos elogios. A sua poesia pode ser enquadrada na tendência presencista, encontrando-se também elementos que a ligam ao simbolismo e ao decadentismo. Se nos seus poemas imperam a ironia, o niilismo e o absurdo, existe por outro lado um forte pendor humanista, visível na crítica a certos mitos.

 

  

                                             MONSANTO

 

Monsanto é uma freguesia portuguesa do concelho de Idanha-a-Nova, com 131,76 km² de área e 1 160 habitantes (2001). Densidade: 8,8 hab/km².

Foi sede de concelho entre 1174 e o início do século XIX. Era constituído pelas freguesias da sede, Aldeia de João Pires, Aldeia do Salvador e Toulões. Tinha, em 1801, 2 139 habitantes.

Terra de rara beleza, onde o granito e a força humana desempenham o papel principal, "Monte Santo" é o carismático baluarte da fronteira do Erges, tão valoroso que se dizia que "Quem conquista Monsanto, conquista o mundo". Do seu passado prevalecem curiosas lendas e narrativas ligadas a invasões e assaltos à povoação.

Logo à entrada, a Santa de pedra, dá-nos as boas-vindas à vila. Prosseguimos por um constante vertiginoso ziguezague em que as ruas estreitas deixam-nos antever deslumbrantes obras de arquitectura natural.

Pela sua autenticidade, foi considerada (através de concurso) pelo Secretariado Nacional de Informação, em1938, aaldeia mais portuguesa de Portugal com a atribuição do galo de prata, cuja réplica os Monsantinos exibem, orgulhosamente, no topo da Torre de Lucano. Actualmente, pelo rigor da conservação e exotismo dos seus recantos merece a designação de aldeia histórica.

Monsanto é uma vila repleta de usos e costumes com forte carga simbólica, conforme podemos analisar através do seu artesanato (exº Marafona) e pelas tradições populares. Não perca a oportunidade de conversar com os Monsantinos sobre as suas lendas e tradições, que de certo ficará encantado com o que ouvir.

A grandiosa festa do Castelo ou das cruzes celebra-se no dia 3 de Maio (à excepção se este dia ocorre durante a semana, a festa transita para o domingo seguinte) e é aparentemente enraizada numa tradição pagã, mantendo-se o tradicional lançamento da bezerra e dos potes de barro caiados de branco, ornamentados com lindas flores silvestres simbolizando a lenda do cerco do castelo

 fontes: Câmara Municipal de Idanha-a-Nova & Wikipédia

Vejamos alguns aspectos da vetusta aldeia

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       Agradecimento a JULIÃO NETO, pela permanente colaboração
 

 

                  JOIAS FEITAS DE CORAIS E DE PÉROLAS

 

CORAIS                          

                                                

 Corais são animais cnidários da classe Anthozoa, que segregam um exosqueleto calcário ou de matéria orgânica, ao contrário das anêmonas-do-mar, que pertencem à mesma classe. Os indivídos adultos são pólipos individuais ou coloniais e encontram-se em todos os oceanos. Os corais podem constituir colônias coloridas e podem formar recifes de grandes dimensões que albergam um ecossistema com uma grande biodiversidade e produtividade.
O maior recife de coral vivo encontra-se na Grande Barreira de Coral, na costa da Queensland, Austrália, que é considerado o maior indivíduo vivo da Terra. A maioria das espécies de coral que constroem recifes desenvolve-se em águas tropicais e subtropicais, mas podem encontrar-se pequenas colónias de coral até em águas frias, como ao largo da Noruega.
Os corais são os membros da classe Anthozoa que constroem um exoesqueleto que pode ser de matéria orgânica ou de carbonato de cálcio.
Quase todos os antozoários formam colônias, que podem chegar a tamanhos consideráveis (os recifes), mas existem muitas espécies em que os pólipos vivem solitários, presos ao substrato.
Os pólipos têm a forma de um saco (o celêntero) e uma coroa de tentáculos com cnidócitos (células urticantes) na abertura, que se chama arquêntero. Os antozoários não têm verdadeiros sistemas de órgãos: nem sistema digestivo nem sistema circulatório, nem sistema excretor, uma vez que todas as trocas de gases e fluidos se dão no celêntero, uma vez que a água entra e sai do corpo do animal através de correntes provocadas pelos cílios das células da parede da faringe.
No entanto, esta classe de celenterados tem algumas particularidades na sua anatomia:
Uma faringe, denominada neste grupo actinofaringe que liga a "boca" ao celêntero e que, muitas vezes, contem divertículos chamados sifonoglifos, com células flageladas, em posições diametralmente opostas, dando à anatomia do pólipo uma simetria bilateral.
Os mesentérios - um conjunto de filamentos radiais que unem a faringe à parede do pólipo.
O grupo inclui os importantes construtores de recifes conhecidos como corais hermatípicos, encontrados nos oceanos tropicais.

 

PÉROLAS

                                   


Uma pérola (também designada por margarita) é um material orgânico duro e geralmente esférico produzido por alguns moluscos, as ostras, em reação a corpos estranhos que invadem o seu organismo, como vermes ou grãos de areia. É valorizada como gema e trabalhada em joalharia.
As pérolas também podem ser obtidas de forma artificial, através de cultivo, para isso, insere-se no interior da ostra perlífera, entre o manto e a concha, um objecto minúsculo, causando uma pequena inflamação. É o envolver desse objecto com sucessiva camadas de madrepérola que forma a pérola.
As pérolas de melhor qualidade encontram-se no Golfo Pérsico (pérola do oriente). Existe também produção na Índia e Sri Lanka, na Austrália e na América Central, e no Taiti
As pérolas têm que ser armazenadas separadamente das outras peças, envolvidas em tecido. Limpe-as com um pano húmido e evite produtos químicos da casa, como por exemplo, produtos para os cabelos, cosméticos e perfumes, pois tiram o brilho das pérolas.
A pérola sempre foi muito apreciada ao longo da história da humanidade, um exemplo disso foi o facto de no apogeu do Império Romano, quando a febre das pérolas estava no auge, Júlio César, conhecido pelas suas conquistas amorosas, ofereceu a Servília, uma pérola no valor de seis milhões de sestércios. Também o general romano Vitélio, estando cheio de dividas, roubou um brinco de pérola à sua mãe, para poder financiar o seu regresso ao exército.

Vamos ver imagens de algumas joias de alta joalharia, confeccionas com este precioso material : 

 

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   Agradecimento a JULIÃO NETO, pela sua permantente disponibilidade

  

          

 

              

 

                                        SARDINHAS PANADAS                                

INGREDIENTES:

para 4 pessoas:

 

8 sardinhas grandes, 3 dentes de alho, 1 limão, 2 ovos, pão ralado e óleo para fritar.

 

CONFECÇÃO

 Abrem-se as sadinhas de alto a baixo pelo lado da barriga e retiram-se-lhes a espinha  e espalmam-se  (ficam com o aspecto de miniaturais bacalhaus secos). Designamos aqui esta operação por "escalar as sardinhas".

 Temperam-se as sardinhas com sal, sumo de limão, e os dentes de alho, picados ou cortados às rodelas. Deixam-se assim durate meia hora, pelo menos.

 Depois passam-se pelos ovos previamenmte batidos e, seguidamente, pelo pão ralado (entretanto espalhado num prato)

 Fritam-se em óleo bem quente e servem-se com batatas cozidas.e rodelas de limão, ou com arroz de tomate.

 

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publicado por garatujando às 17:00
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Sábado, 12 de Maio de 2012
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                                      A ARTE DE ANA LI

 

ANA LI é  formada pela Academia Central de Arte e Design de Pequim, cidade em que nasceu em Março de 1954. Prosseguiu os seus estudos de pintura no estrangeiro, nomeadamente no Canadá. Tem trabalhos seus em vários museus.

Aprciemos alguns dos seus trabalhos:

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        Agradecimento a JULIÃO NETO pela sua permanente disponibilidade

                                      

                                NÃO USAR O RATO

      DETENHA-SE UM POUCO EM CADA DIAPOSIVO PARA

       APRECIAR ESTA ARTE EM TODO O SEU ESPLENDOR.

 

 

 

 

                                   RESPOSTA ACERTADA

Perguntaram ao General Norman, do Exército dos Estados Unidos, se ele
perdoaria os  terroristas do 11 de setembro de 2001.
A resposta:
" Eu creio que a tarefa de perdoá-los cabe a DEUS.... A nossa é, de simplesmente arranjar o encontro ".

 

 

 

 

 

        

        

         Imagens encontradaS ocasionalmente na Net.  Autor não identificado    

 

 

 

                            UMA OUTRA MANEIRA DE VER A

                           ÍNDIA E AS SUAS GENTES

 

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              Agradecimento a ARMANDO MARQUES, pela paritilha

 

 

 

 

              

 

ARCA DE MEMÓRIAS – maio 2012

FOTÓGRAFOS- Na década de 40 fui fotógrafo amador com pretensões a profissional. Era um tempo em que o fotógrafo não ia aos casamentos, mas sim os noivos, após a cerimónia, é que se deslocavam ao estúdio fotográfico. Quanto aos restantes acontecimentos de rua, como procissões ou cortejos, desastres ou incêndios, havia uns poucos amadores que com as suas máquinas de chapa, ou já de rolo, registavam os eventos para arquivar nos álbuns pessoais. A Imprensa tinha os seus repórteres fotográficos, alguns de nomeada. A minha meta era ter possibilidade de ir aos acontecimentos, a pensar especificamente nos casamentos. Comprei uma máquina fotográfica, usada, de fole, de marca alemã, com adaptador para rolo e “trabalhei” em laboratórios montados em residências de amigos já que na minha não “sobrava” nenhum espaço para tal. Lembro-me de aproveitar o quarto escuro na casa do senhor Agonia Frasco, no sótão, levado pelo filho Fernando, na casa do Noémio Cunha e por fim na residência do Assis Marques (Irmão do Zé da Concha Azul) também ele entusiasta da fotografia. E foi esta ligação familiar que me fez surgir a ideia de ser fotógrafo para ir aos casamentos, já que na Concha Azul . . . . .

PARA CONTINUAR A LER ESTA CRÓNICA, CLICAR  AQUI

 


ARMANDO MARQUES nasceu na Póvoa de Varzim em 192

9. Foi Chefe do Serviço de Turismo de
1966 a 1987. Desde 1953 foi( colaborador na Imprensa nacional(Diário do Norte, Comércio do Porto, Diário Popular), internacional (El Pueblo Gallego) , especializada (Publituris) e local (Ala-Arriba, Comércio da Póvoa e Póvoa Semanário) , colaborando actualmente neste último ).É agente de viagens ( medalha de prata de "Mérito Turístico") e Vice-Provedor da Santa Casa da Misericórdia.

 

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publicado por garatujando às 17:45
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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012
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   Desde Janeiro que a Biblioteca Municipal tem vindo a organizar atividades que assinalam os 130 anos do nascimento de António dos Santos Graça.

   No dia 19 de Abril último teve lugar a sessão inaugural da exposição documental “António dos Santos Graça: vida e obra” – que poderá ser visitada até 31 de Maio corrente.

  Decorreu também na mesma sessão  uma mesa-redonda em que intervieram três das personalidades presentes: 

 - João Francisco Marques que abordou o tema “Encontro com Santos Graça: Jornalismo, História e Política”,

 - Fernando Souto, que falou sobre Flávio Gonçalves, arqueólogo, etnógrafo e historiador; e

 - Adriano Cerejeira, que dissertou acerca Manuel Silva, publicista e historiador. 

Até 16 de Novembro, a Biblioteca Municipal continuará a promover iniciativas culturais e pedagógicas que visem dar a conhecer as múltiplas facetas da vida e da obra deste poveiro ilustre.

 

               Imagens reduzidas, O tamanho real de cada livro é de 21 X 30 cms

  Na referida sessão foram lançados dois livros acerca da vida e obra daquele emérito poveiro. Ambos organizados por Manuel Costa, dinâmico director da Biblioteca  Municipal - Casa da Cultura, o primeiro daqueles volumes tem por título “À DESCOBERTA DE ANTÓNIO DOS SANTOS GRAÇA”, e  foi concebido  de modo a interessar as camadas juvenis da nossa população, apresentando-se para o efeito com um grafismo  adequado a esse intento,  e está escrito num  estilo simples – como cumpre para a função a que se destina.

O segundo dos referidos volumes “ANTÓNIO DOS SANTOS GRAÇA – VIDA E OBRA”, prefaciado por João Francisco Marques, é mais que uma simples biografia: é um repositório documental completo acerca de um poveiro de eleição que, pelo tanto que fez em prol da nossa Terra e das gentes poveiras, está indelevelmente gravado na nossa memória colectiva.

   Da bibliografia que Santos Graça nos deixou, destaca-se “O POVEIRO”, de inestimável valor etnográfico. e do qual se dirá, sem exagero, que é a Bíblia da nossa classe piscatória.  



publicado por garatujando às 12:55
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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
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                           MUITA ARTE E MUITA LOUCURA

O título  acima não é de minha autoria;  é reprodução do comentário que o meu Amigo Fernando Pegado, juntou à Apresentação PowerPoint  que me enviou e que a seguir vamos ver.  Julgue o leitor por si próprio, da justeza dessa expressão:

                                  VER EM ECRÃ COMPLETO

             SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO
                Agradecimento a FERNANDO PEGADO,  pela partilha

 

 

 

                              SOPHIA DE MELLO  BREYNER

 

ESTADO E CULTURA

 

" A cultura é uma das formas de libertação do homem. Por isso, perante a política, a cultura deve sempre ter a possibilidade de funcionar como antipoder. E se é evidente que o Estado deve à cultura o apoio que deve à identidade de um povo, esse apoio deve ser equacionado de forma a defender a autonomia e a liberdade da cultura para que nunca a acção do Estado se transforme em dirigismo. "

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

in 'Assembleia Constituinte, Agosto de 1975'

 

 

Sofia de Mello Breyner Anderson nasceu a 6 de Novembro de 1919 no Porto e morreu em Lisboa a 2 de Julho de 2004, foi uma das maiores poetisas do século XX. Em 1999, foi distinguida com o Prémio Camões, tornando-se assim na primeira mulher a receber o mais importante prémio literário da língua portuguesa. Foi educada dentro dos valores cristãos e éticos e estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa. De ideias liberais, foi uma das figuras mais importantes na denúncia do regime de Salazar e seus seguidores. A temática do mar é uma constante nos poemas desta escritora que também se destacou nos livros que escreveu para crianças.Sofia de Mello Breyner Andersen morreu aos 84 anos, no dia 2 de Julho de 2004.

Fonte “Wikipédia”  

  

                 PACIENTE TRABALHO FEITO COM OVOS

" VEJAM A PACIÊNCIA DESTE RAPAZ ! " - foi este o sugestivo conselho que nos deu MARIA DO CÉU TOMÁS quando nos  enviou o diaporama que vamos apresentar de seguida e que aqui transmitimos pelo mais imprevisível motivo.  

NÃO FAZER USO DO RATO. DEIXAR QUE AS IMAGENS  SE SUCEDAM POR SI PRÓPRIAS 

                                     

                                      VER EM ECRÃ COMPLETO

              SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO

              Agradecimento a MARIA DO CÉU TOMÁS, pela partilha

 

 

                               

 

                            PASSEIOS NA MINHA CIDADE 

   Temos vindo a inserir no Garatujando clip-vídeos que proporcionam  aos nossos leitores  passeios virtuais por determinados itinerários na cidade.  Tem sido nosso intento principal mostrar aspectos actualizados da nossa Terra, mormente aos poveiros emigrados nos quatro cantos do mundo. Muitos desses poveiros da nossa diáspora   não tiveram oportunidade de voltar à sua e nossa Terra. 

   O autor desses clip-vídeos, QUIM SANTOS,  colocou gentilmente  à nossa disposição os seus trabalhos sobre a Póvoa - que são muitos e valiosos ! -   permitindo-nos  inserir no blog, de forma ordenada, sequente e completa, esses "PASSEIOS PELA MINHA CIDADE", designação criada pelo aquele poveiro de adopção. Muitos dos nossos habituais leitores, não naturais daqui, ficarão também a ter uma ideia da nossa cidade e, por via disso,  talvez pensem  em visitá-la  e decidam passar aqui as suas férias. Refira-se, a propósito, que a praia da Póvoa de Varzim é uma aprazivel estância balnear, considerada a maior e mais concorrida praia do norte do país.

   Da série de 20 desses  "PASSEIOS PELA NOSSA CIDADE" já aqui apresentamos: 

PASSEIO nº 1;

PASSEIO nº 2

PASSEIO nº 3.

   Se o leitor clicar em cada um dos links acima, proporciona-se a passiilidade de refazer cada um dos passeios  de automóvel em que QUIM SANTOS nos leva a conhecer (ainda que virtualmente) determinadas zonas da cidade

   Será a vez, agora efectuarmos o  Passeio nº.4, para o que basta clicar AQUI

 

 

VER CADA UM DOS VÍDEO-CLIPS EM ECRÃ COMPLETO  e

SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO .

 

  

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Terça-feira, 8 de Maio de 2012
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                            DECORAR A CASA COM FLORES

 

                     

 As flores, coloridas, vistosas e perfumadas, criam um ambiente doméstico alegre, influenciam o  bem-estar  e favorecem a tranquilidade na família e também nas visitas.

 Enquanto elemento decorativo de grande beleza, as flores, com as suas mais variadas cores, formatos e texturas, ficam bem em qualquer divisão da casa. tornando os espaços mais bonitos e  conferindo-lhes um toque de delicadeza.

 Vejamos alguns exemplos:

 

                                        VER EM ECRÃ COMPLETO

                         SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO

                             Agradecimento a JULIÃO NETO, pela partilha   

 

 

                                                     de

                                 ANTÓNIO GEDEÃO

 

IMPPRESSÃO DIGITAL

 

 Os meus olhso são uns olhos,

E é com esses olhos uns

que eu vejo no mundo escolhos

onde outros, com outros olhos.

não vêem escolhos nenhuns.

 

Quem diz escolhos diz flores,

De tudo o mesmo se diz.

Onde uns vêem luto e dores,

uns outros descobrem cores

do mais formoso matiz.

 

Nas ruas ou nas estradas,

onde passa tanta gente,

uns vêem pedras pisadas,

mas outros gnomos e fadas

num halo resplandecente.

 

Inútil seguir vizinhos,

que ser depois ou ser antes,

cada um é seus caminhos.

Onde Sancho vê moínhos

D.Quixote vê gigantes.

 

Vê moinhos? São minhos.

Vê gigantes? São gigantes.

 

ANTÓNIO GEDEÃO

 

Seria insensato, embora não inteiramente falso, dizer que António Gedeão nunca existiu. Na verdade, este pseudónimo, adoptado pelo professor e historiador de Ciências Físico-Químicas, nascido em 1906, em Lisboa, Portugal, tem levado uma existência própria da sua identidade paralela de carne e osso Rómulo de Carvalho. Privado e prolífero: Gedeão, i.e. a sombra chamada Gedeão, que orficamente descende de mundos subterrâneos de pensamentos e sentimentos inacessíveis a Rómulo de Carvalho, publicou a sua primeira obra de poesia,, em 1956, quando Rómulo de Carvalho contava já com 50 anos de idade. Publicou, até à data, seis livros, o mais recente dos quais, Novos Poemas Póstumos, lançado em 1990. Fiel à sua natureza de personalidade sombria do professor e historiador, que em 1987 foi granjeado com a Medalha de Grande Oficial da Ordem de Instrução Pública pelo governo português, Gedeão é mestre da contenção e das transparências decepcionantes da expressão.
texto de
Christopher Auretta

in Uma introdução à poesia de António Gedeão 

  

 

 

                                   

                          

                 

                 

                 

 

 

 

    

 

                      PROCESSOS TRADICIONAIS DOS POVEIROS
      NA CONSERVAÇÃO DE PEIXE PARA CONSUMO PRÓPRIO
 

  

Na singularidade da sua forma de viver, o poveiro rege-se por hábitos tradicionais que, para os estudiosos interessados, são fonte inesgotável duma grande e variada riqueza de pormenores visíveis em todos os aspectos do seu dia a dia.

Falemos hoje de alguns usos relacionados com a sua alimentação.

Para o poveiro, que vive do mar e para o mar, o peixe é, obviamente, a base do seu regime alimentar. Consta na sua mesa todos os dias.
Utiliza-o fresco, acabado de pescar - privilégio apreciável  nos dias que correm, já que a industrialização do pescado anulou quase por completo essa vantagem - ou conserva-o para o Inverno, para quando as condições climatéricas impedem a saída dos barcos.

E é nos processos de tratamento usados para conservar o peixe durante meses em condições de ser utilizado que, mais uma vez, a tradição, que permanece através das gerações, se patenteia na prática.

Conforme as espécies, há duas formas de tratar o peixe para esse efeito: a seca (ou secagem) e a salga.

Na seca, são tratados a raia – também chamada de “arraia” - o cação, a ferreta, a cascarra, o peixe-gato e a melga.
Estas espécies são conhecidas por ”peixe de pêlo”, - designação que resultará duma corruptela devida à “pele” grossa, espessa, que esses peixes têm.

A secagem do peixe tem lugar nos meses de Maio e Junho porque, por um lado, as condições do tempo facilitam a pesca terrenha, isto é, junto à costa, onde esses peixes mais abundam e, por outro lado, os dias são maiores e mais quentes, o que facilita a secagem.
O peixe para a seca é escalado (aberto, como o bacalhau) extraindo-se-lhe a cabeça e os órgãos (tripas e bucho), é lavado e metido em sal de um dia para o outro. É então lavado de novo para lhe tirar o sal e dependurado ao ar livre, sendo, assim, seco pelo sol e pelo vento

 

             

 

 Depois de pronto é recolhido em caixas de madeira, envolto em palha para os preservar da humidade. Para ser cozinhado é previamente demolhado, como se faz com o bacalhau.

Das espécies assim tratadas, são a raia e a ferreta as mais apreciadas.
Há pescadeiras ( na Póvoa, as mulheres dos pescadores, que são quem vende o peixe, não são designadas por peixeiras como no resto do País ) há pescadeiras, dizia, que preparam este produto para venda por ser muito procurado, atingindo preços elevados.
É frequentemente remetido para familiares e amigos residentes no estrangeiro.
No Natal tradicional das gentes do mar este peixe seco substitui, preferencialmente, o bacalhau.

A salga efectua-se nos meses de Agosto a Dezembro, em que a sardinha atinge o tamanho e gosto mais apreciados.

O peixe a salgar é previamente lavado. A sardinha é escochada (aberta, extraindo-se a tripa e a cabeça); a cavala e o chicharro são salgados inteiros.
Antes de se meter na salgadeira, a sardinha é de novo lavada para se lhe retirar todos os resíduos resultantes do escochar .
 Esta lavagem pode ser feita em água corrente, mas se a quantidade for grande usa-se um apresto chamado repichel, (espécie de ganha-pão sem a vara) que é um saco de rede fixado num suporte com a forma de meio aro, em verga ou madeira.

 

 

                                                                 

                                                           

                                                   REPICHEL

 

 A sardinha, é agitada em água corrente (ou água contida numa bacia) de modo a fazer deslocar os resíduos, funcionando o repichel como um coador.

Quando a sardinha a tratar é em grande quantidade destinada a comercialização, esta operação de escochar e lavar é efectuada na praia, e a lavagem com a utilização do repichel é feita na própria água do mar que, pelas suas propriedades é, para o efeito, a mais indicada.

Para a salga usam-se tinas de madeira - vulgarmente barril a que se tira um dos tampos – ou então, nas casas mais antigas, em anexo no quintal, há uma espécie de tanque de cimento ou de pedra, para esse efeito.

 

                                   

    

                                                 TINA EM MADEIRA


O fundo desses recipientes é coberto por uma camada de sal, sobre a qual se acamam as sardinhas e/ou as cavalas e os chicharros. Nova cada de sal, e sobre ela se acama mais peixe, e assim sucessivamente.
O sal tende a liquefazer-se, transformando-se em salmoura. O peixe deve permanecer completamente coberto por essa salmoura. Algum que eventualmente se encontre a descoberto fica barrento, isto é, toma uma cor amarelada, início de deterioração. Diga-se que há quem aprecie o sabor das sardinhas “barrentas”.

Para se tirar o peixe da salmoura usa-se um garfo grande, de ferro, que espetando no peixe o traz à superfície.
O peixe é então escamado, cortados os rabos e as barbatanas e posto de molho dum dia para o outro.

A forma mais comum de cozinhar é o cozido, com batatas, grelos e nabos, e tudo regado com molho fervido.
Trata-se de um molho típico - que é especialidade poveira - só usado na minha região, confeccionado com azeite, vinagre, cebola, salsa e colorau, que se serve quando ainda em plena fervura.
O peixe assim salgado é, também ele, muito apreciado, principalmente as sardinhas.

Há quem trate a raia duma outra forma, menos usual: é metida numa cova, no quintal, e coberta de terra.
É dali retirada no dia seguinte para ser cozinhada.
O peixe sujeito a este processo diz-se “fumado”. A designação nada tem a ver com o fumo causado pelo fogo. Terá a sua origem na cor escura que adquire durante a sua permanência na terra.

 

        

                                   

 A imagem acima mostra a ampla área onde  antigamente a seca se fazia.
O local está agora modernizado, iniciando-se ali a longa margem sul que liga a cidade à vizinha Vila do Conde, numa agradável via para salutar passeio pedestre ou de bicicleta  pela beira da praia.
Mas ainda actualmente se vê, de quando em quando, pequenos estendais com peixes dependurados, expostos ao sol e ao vento para efeito de secagem.

   

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Domingo, 6 de Maio de 2012
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                          ARTE E BOM GOSTO

                      EM JOIAS PARA SENHORA

 

A Apresentação PowerPoint que vamos ver de seguida, consta duma admiravel colecção de joias para senhora. Pena é que não se tivesse conseguido identificar a autoria de tão apreciáveis trabalhos de fina ourivesaria.                           

                                           VER EM ECRÃ COMPLETO

                       SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO
                                   Agradecimento a JULIÃO NETO, pela partilha

 

 

                              MINIATURAS DE BÉBÉS

                            FEITAS DE SABONETE

Criatividade, arte e "mimo", é o que nos ocorre dizer face às imagens abaixo :

 

           

        

        

          

Estas imagens foram retiradas duma Apresentação PowerPoint que não identificava a autoria.

 

  

                                                   por                         

                             ANA CAROLINA CARVALHO

 

AUSÊNCIA

 

A mãe chegou em casa com a gaiola nas mãos. O passarinho lá dentro dava pulinhos, arisco, mal ensaiando um vôo no pequeno espaço ao qual estava confinado. A mãe parecia feliz, depois de tanto tempo. A respiração ofegante, a gaiola, a bolsa, as chaves, a mãe normal outra vez. Queria que o filho ficasse feliz, também. O passarinho era um jeito de ficar alegre. Os dois tristes desde que aconteceu. O menino viu a ausência do pai no olhar pedinte da mãe: você gostou, não é? A mulher tinha as mãos tensas, aguardando, querendo adivinhar a reação do filho. O bichinho na gaiola regateando a dor, a resolução da perda. Mas o menino queria mesmo era o pai.

– Ele volta, mãe?

Ela não conseguiu responder, os braços penderam, o corpo caiu, as costas, a nuca encostando no espaldar da cadeira: o fracasso da ação. O filho desviou os olhos da mãe e observou o passarinho, colocando o dedinho indicador entre as finas grades da gaiola: ei, passarinho! O bichinho calado, como que desconfiado, os movimentos, os olhinhos infantis e rápidos. O menino tinha os seus arregalados: ué, ele não canta? A mulher afirmou que sim, secando as lágrimas. A mãe tão triste. Mas conseguiu dizer: espera um pouco, filho, ele ainda está muito assustado.

– O que ele come, mãe? Vou buscar um tomatinho picado.

O menino foi correndo para a cozinha. A mãe ouviu da sala a conversa com a cozinheira:

– Onde já se viu passarinho comer tomate, Rafael? Passarinho gosta é de alpiste, de fruta doce, madura. Menino de cidade não conhece bicho, mesmo! Ausência . Ana Carolina Carvalho

O menino foi até a janela da sala e abriu o vidro o mais que pôde. A gaiola junto, perto de ficar vazia para sempre. O passarinho bateu as asas meio desajeitadamente. O menino passou o resto do dia em seu quarto. Saiu só de noite. Tinha fome. E deixou o pai no porta-retratos da estante.

O menino voltou decepcionado para a sala, queria tanto que o passarinho comesse o tomate. O pai gostava, todo dia tomate com orégãona salada. O menino achava que tomate era a melhor comida do mundo. Entendeu que o pai não voltava: nunca mais, mãe? 

– Cuida do seu passarinho, filho, ele precisa de você.

 

ANA CAROLINA CARVALHO

Junho 2008

 

Ana Carolina Carvalho nasceu em 1971, em São Paulo, Brasil.

Estudou psicologia e atualmente trabalha na formação de professores e leitores, junto a organizações não governamentais. Tem colaborado com editoras na mesma área.

 

 

 

 

      

 

      

         Fotografia obtida do terraço do Prédio Sopete, que tem r/c e dez andares

 

        Para ampliar a imagem, clicar AQUI, e clicar de novo sobre imagem ampliada, para a tornar ainda maior.

 

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publicado por garatujando às 19:30
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Sábado, 5 de Maio de 2012
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                                           SORTELHA

 

       

SORTELHA é uma freguesia portuguesa do concelho do Sabugal, com 43,27 km ² de área e 579 habitantes (2001). Densidade: 13,4 hab / km ².

Foi vila e sede de concelho entre 1288 e 1855. Era constituída pelas freguesias de Águas Belas, Urgueira, Bendada, Casteleiro, Malcata, Moita, Pena Lobo, Santo Estêvão, Sortelha e Valverdinho. Tinha, em 1801, 4 096 habitantes em 237 km ². Após as Reformas Administrativas do Início do liberalismo foram-lhe anexadas, as freguesias de Lomba e Pousafoles do Bispo. Tinha, em 1849, 6 022 habitantes em 261 km ².

É hoje uma das aldeias históricas de Portugal.

O granito é o suporte para todas as edificações desta aldeia, desde as casas até ao empedrado das ruas estreitas, passando pelas muralhas do castelo que se ergue a 760 metros de altitude. Este foi mandado reconstruir por D. Sancho II e beneficiou de restauros (nos reinados de D. Dinis, D. Fernando e D. Manuel) depois de alguns tremores de terra afectaram a sua estrutura.

Sortelha ainda se conserva rodeada de fortes Muralhas circulares, que se estendem pelos declives naturais, envolvendo a aldeia como num anel. Na sua urbe destaca-se o recinto da cidadela no cimo de um penhasco mais elevado, com uma torre de menagem quadrada ao centro. Daqui abarca-se um amplo horizonte em que se distingue a serra da Malcata e a linha final da Serra da Estrela. Além do castelo, são notáveis, igualmente, uma Igreja Matriz do Século XIV, dedicada à Virgem das Neves, um conjunto de sepulturas medievais escavadas na rocha e o pelourinho manuelino. Bastante curiosas são as formações graníticas conhecidas como "Pedra do Beijo" e "Cabeça da Velha".

Como todas as aldeias do interior profundo do país,  Sortelha conta presentemente com uma população escassa, já que as gerações mais jovens partem em busca de melhor futuro. Ficam os idosos, que vivem do amanho das terras e do pastoreio.  As casas, no seu marcante tipicismo, vão-se degradando com o passar dos anos, e não é difícil adivinhar o resultado do ostracismo a que aldeia, como  todas as outras nas suas circunstâncias, está votada.

Os sucessivos governantes, seja qual for a orientação política em que se inserem, instalados na comodidade dos seus gabinetes urbanos, não sabem ou não querem aproveitar o potencial turístico que  as povoações do interior representam no seu tipicismo habitacional, e na beleza da sua morfologia paisagística.

Porque aquelas habitações sui generis, tratadas e adaptadas para a prática do  turismo rural,  seriam, sem sombra de dúvida, uma forma de dar a conhecer o país desconhecido, quer na prática do propalado slogan “vá para fora, cá dentro”, quer atraindo o interesse de estrangeiros, com todas as vantagens que daí adviriam.

Vejamos alguns aspectos desta interessante aldeia histórica: 

                                        VER EM ECRÃ COMPLETO

               SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO 
                   Agradecimento a JULIÃO NETO pela valiosa ajuda

                    

 

 

 

 

                                                        de

                                      GOMES LEAL         

AS ALDEIAS

  

Eu gosto das aldeias sossegadas, 

com o seu aspecto calmo e pastoril, 

erguidas nas colinas azuladas, 

mais frescas que as manhãs finas de Abril.

 

Pelas tardes das eiras, como eu gosto

de sentir a sua vida activa e sã!

Vê-las na luz dolente do sol-posto,

e nas suaves tintas da manhã!...

 

As crianças do campo, ao amoroso

calor do dia, folgam seminuas, 

e exala-se um sabor misterioso

de agreste solidão das suas ruas.

 

Alegram as paisagens as crianças

mais cheias de murmúrios do que um ninho: 

e elevam-nos às coisas simples, mansas,

ao fundo, as brancas velas dum moinho.

 

Pelas noites de Estio, ouvem-se os ralos

zunirem nas suas notas sibilantes...

E mistura-se o uivar dos cães distantes

com o cântico metálico dos galos.

 

 GOMES LEAL

in Claridades do Sul

 

Nasceu na praça do Rossio, freguesia da Pena, em Lisboa, filho natural de João António Gomes Leal (m. 1876), funcionário da Alfândega, e de Henriqueta Fernandina Monteiro Alves Cabral Leal.

 Frequentou o Curso Superior de Letras, mas não o concluiu, empregando-se como escrevente de um notário de Lisboa.[ Durante a sua juventude assumiu pose de poeta boémio, satânico e janota, mas com a morte da sua mãe, em 1910, caiu na pobreza e converteu-se ao Catolicismo. Vivia da caridade alheia, chegando a passar fome e a dormir ao relento, em bancos de jardim, como um vagabundo, tendo uma vez sido brutalmente agredido pela canalha da rua. No final da vida, Teixeira de Pascoaes e outros escritores lançaram um apelo público para que o Estado lhe atribuísse uma pensão, o que foi conseguido, apesar de diminuta.

 Foi um dos fundadores do jornal "O Espectro de Juvenal" (1872)[ e do jornal "O Século" (1881),[2] tendo colaborado também na Gazeta de Portugal, Revolução de Setembro e Diário de notícias. Tem ainda colaboração na revista ilustrada Nova Silva(1907). A sua obra insere-se nas correntes ultra-romântica, parnasiana, simbolista e decadentista.

 

 

  

                                                                              

    

    

    

Imagens encontradas ocasionalmente na Net  -  autores não identificados

 

 

                                              a arte de  

                               ROMAN DE TIRTOFF

 

                               

                                         SYMPHONY IN BLACK       

 Romain de Tirtoff (23 de Novembro de 1892 - 21 de Abril de 1990) era  francês de origem russa.

 Foi  um dos mais talentosos artistas do seu tempo, conhecido pelo pseudônimo ERTE, a pronúncia francesa de suas iniciais, RT

 Notabilizou-se em várias áreas, nomeadamente  como designer de moda, e de joias.

 A  sua melhor imagem é a conhecida Symphony in Black,  que retrata uma mulher alta e esguia vestida de preto, segurando um cão preto fino com uma trela. Essa  imagem está  muito divulgada, pois tem sido reproduzida e copiada inúmeras vezes.

 ERTE trabalhou toda a sua vida como  designer de vestuário para bailados e óperas, bem de joias de notável bom gosto.  

A sua obra pode ser encontrada nas coleções de vários conhecidos museus, incluindo o Museu Victoria e Albert e o Museu Metropolitano de Arte.                   

Vamos ver algumas imagens da sua vasta colecção de vestidos  para espectáculos de especial sumptuosidade.        

 

                                       VER EM ECRÃ COMPLETO

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