Segunda-feira, 10 de Março de 2008
...

 

 

                                                                                                                     

                                   

                               GRUPO FOLCLÓRICO POVEIRO 

                                    "Rancho Poveiro"                                       

 Etnógrafo interessado, estudioso das tradições populares, dos usos e costumes da comunidade marítima, António dos Santos Graça destacou-se entre as figuras mais ilustres da Nossa Terra.  

Com o intuito de preservar os trajes, as danças e os cantares da nossa gente constituiu, em 1936, o Grupo Folclórico Poveiro – também conhecido por “Rancho Poveiro”.

Santos Graça adoptou para o "Rancho" o traje que os nossos pescadores usavam em ocasiões de romaria nos finais do século XIX, traje esse que deixou de ser usado após a grande tragédia no mar, em 27 de Fevereiro de 1892 (*), em que pereceram cerca de 70 pescadores, enlutando a Põvoa inteira.

.

(*)  Ver AQUI

  .

                                              TRAJE DO HOMEM

Na cabeça

o catalão, feito de tecido de flanela vermelha com forro branco. Enfia-se na cabeça com uma dobra de cerca de dois dedos de largura. Sem costura no fundo, o catalão não tem borla nem qualquer outro apêndice.

Esta espécie de barrete usado antigamente pelos nossos pescadores era importado por contrabando nas arribadas dos nossos barcos às praias galegas. Havia sido levado para ali por imigrantes da Catalunha que iam trabalhar nos barcos de pesca da Galiza. Daí ser designado “catalão”.

                                               .             

                                

                                                          .

                                                             catalão

                                                                     

 

Camisola

de malha, branca, bordada a ponto de cruz.

Predominantemente a vermelho, com alguns elementos a preto, estes bordados representam motivos marinhos, siglas, brasão poveiro ou coroa real, nome ou alcunha de família.

 

Reminiscência das primitivas camisolas em lã grossa, de ovelha, feitas pelas mulheres da classe, para que os homens se protegessem do frio na faina da pesca.

Tempos houve em que velhos pescadores que, alquebrados pela idade já não iam ao mar, se dedicavam, também, a fazer essas camisolas.

Com o decorrer do tempo as camisolas evoluiram na confecção e no uso, passando a integrar o traje de romaria.

 .

Depois de largo interregno por motivo do luto colectivo, esta camisola voltou a ser popular no final dos anos 70 do século XX.

Hoje em dia, tem-se buscado formas para a modernizar procurando, contudo, manter as caracteríscas tradicionais.

Recentemente, Nuno Gama, um reconhecido estilista, apresentou camisolas poveiras em desfiles em Milão, Barcelona e Nova Iorque; havendo outros estilistas interessados no rejuvenescimento deste artesanato.  

                              

                                        

                                        

                                                             camisola poveira     

 

 

 

                                                           

 

                                           pormenores do bordado

 

Calça

de fazenda branca (branqueta), com uma faixa do mesmo tecido enrolada à cintura.

.

Nos pés

uma espécie de chinelo forte, chamado soleta.

.

                                            .                        

                                            TRAJE MULHER

Na cabeça

Lenço estampado, de merino (também conhecido  na época, por lenço chinês), de forma quadrada que, dobrado em diagonal faz um triângulo sobre outro. O vértice do triângulo cai para trás da cabeça, e as duas pontas  fecham-se também aí,  com um nó.

 

No busto

Sobre uma blusa branca de tecido fino, um corpete de fazenda vermelha. e um pequeno xaile branco, designado "xaile de costas".

 

Saia

De branqueta, sobre um saiote de flanela vermelha, apahada à volta da cintura por um cordão a que se dá o nome de ourelo.

 Segundo a tradição, este ourelo era confeccionado  pelos rapazes para oferecer à namorada. Usavam para isso um utensiilio rudimentar feito de um carrinho de linhas,  utilizando fios de lã de três ou quanto cores diferentes. O ourelo remata  com um froque em cada extremo.

Quanto mais comprido o ourelo maior se considerava a afirmação do amor do rapaz pela rapariga.

 

Chinelos

de pelica, completam o traje, servindo apenas para caminhar.  Em actuação, todos os elementos  dançam descalços.

.                                                                                         .

                                .                                                                                                                              .

                      

                                                  Em cortejo

     .                                                                                          .             .                                                                               .

.

O "Rancho é composto por 8 ou 10  pares e a tocata é formada por acordeões, violas, cavaquinhos, bombo e ferrinhos. Tem ainda um grupo coral  5 de vozes.

No seu vasto repertório de danças e cantares, as chulas, os viras e as danças de roda são as mais tradicionais.

.

CANTARES EDITADOS EM CD

Abertura do 2º acto da revista “Maria”

Ala arriba

Bairro Norte folião

Barquinha Feiticeira

Bendita Póvoa que cantas

Calças à brasileira

Chula vareira

Concertina do Isaías

Desafio dos varais

Fandango

Ferreirinho

Flores poveiras

Fogueiras de S .Pedro

Limão Verde

Marcha das conserveiras

Marcha de S .Pedro

Marcha do Rancho Poveiro

Marcha dos grandes

Minha Póvoa

Ó laranja

O mar enrola na areia

Ó sim, sim

Ora biba a pândega

Poveirinha

Póvoa amada

Romarias velhas

S. Pedro poveiro

S.João poveiro

Saudações

Saudades do mar

Torradinhas

Tricana bonita

Tricaninha da Matriz

Vira d’oito

Vira da praia

Vira de proa

Vira do mar

Vira poveiro

.

Ao longo da sua actividade o Rancho Poveiro, dançou por todo o Portugal, desde o Minho ao Algarve, em Espanha, França, Suíça, Brasil e Bélgica.

                                        .                                        .

                                 CLICAR NA IMAGEM PARA AMPLAR

     FOTO  OBTIDA QUANDO DA FORMAÇÃO DO  GRUPO FOLCLÓRICO  

  VENDO-SE  DO LADO ESQUERDO, NA PRIMEIRA FILA, O SEU FUNDADOR

                                 ANTÓNIO DOS SANTOS GRAÇA   

 ..            

Rancho Poveiro está sob a responsabilidade da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, representando um dos principais factores de promoção e animação turística e de cultura popular.
O Grupo Folclórico Poveiro, de raiz piscatória, encontra-se filiado na Federação de Folclore Português.
Organiza um festival folclórico – Festipóvoa - de 2 em 2 anos (integrado nas Festas de S. Pedro, em finais de Junho ou início de Julho).

.

Vejamos alumas danças do Rancho Poveiro, cujas imagens nos foram obtidas por um vídeo amador

 

              SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO

CLICAR,  APENAS  UMA VEZ , SOBRE O  O TRIÂNGULO DO PLAYER ABAIXO


 

Aos meus Amigos Armando Marques, antigo Chefe de Serviços do Turismo da Câmara Municipal, e Justino Sá, actual dirigente do Grupo Folclórico Poveiro, agradecimentos pelas valiosas indicações e ajudas que me prestaram, sem as quais este modesto trabalho não seria possível.

contacto:

Grupo Folclórico Poveiro
Av. Mouzinho de Albuquerque, 166
4490-409 Póvoa de Varzim 
Tel:  Jacinto Sá (252 684 680 / 969 079 309)

 Para deixar o seu comentário, clicar na palavra  I comentar I na linha abaixo



publicado por garatujando às 12:00
link do post | comentar | favorito
|

AS APRESENTAÇÕES POWERPOINT DESTE BLOG ESTÃO A CARGO DE
JULIÃO NETO

Hora
de
PORTUGAL

Pai.jpg
MÚSICA DE FUNDO

   

--
_____________
arquivos
blogs SAPO