GRUPO FOLCLÓRICO POVEIRO
"Rancho Poveiro"
Etnógrafo interessado, estudioso das tradições populares, dos usos e costumes da comunidade marítima, António dos Santos Graça destacou-se entre as figuras mais ilustres da Nossa Terra.
Com o intuito de preservar os trajes, as danças e os cantares da nossa gente constituiu, em 1936, o Grupo Folclórico Poveiro – também conhecido por “Rancho Poveiro”.
Santos Graça adoptou para o "Rancho" o traje que os nossos pescadores usavam em ocasiões de romaria nos finais do século XIX, traje esse que deixou de ser usado após a grande tragédia no mar, em 27 de Fevereiro de 1892 (*), em que pereceram cerca de 70 pescadores, enlutando a Põvoa inteira.
.
(*) Ver AQUI
.
Na cabeça
o catalão, feito de tecido de flanela vermelha com forro branco. Enfia-se na cabeça com uma dobra de cerca de dois dedos de largura. Sem costura no fundo, o catalão não tem borla nem qualquer outro apêndice.
Esta espécie de barrete usado antigamente pelos nossos pescadores era importado por contrabando nas arribadas dos nossos barcos às praias galegas. Havia sido levado para ali por imigrantes da Catalunha que iam trabalhar nos barcos de pesca da Galiza. Daí ser designado “catalão”.
Camisola
de malha, branca, bordada a ponto de cruz.
Predominantemente a vermelho, com alguns elementos a preto, estes bordados representam motivos marinhos, siglas, brasão poveiro ou coroa real, nome ou alcunha de família.
Reminiscência das primitivas camisolas em lã grossa, de ovelha, feitas pelas mulheres da classe, para que os homens se protegessem do frio na faina da pesca.
Tempos houve em que velhos pescadores que, alquebrados pela idade já não iam ao mar, se dedicavam, também, a fazer essas camisolas.
Com o decorrer do tempo as camisolas evoluiram na confecção e no uso, passando a integrar o traje de romaria.
.
Depois de largo interregno por motivo do luto colectivo, esta camisola voltou a ser popular no final dos anos 70 do século XX.
Hoje em dia, tem-se buscado formas para a modernizar procurando, contudo, manter as caracteríscas tradicionais.
Recentemente, Nuno Gama, um reconhecido estilista, apresentou camisolas poveiras em desfiles em Milão, Barcelona e Nova Iorque; havendo outros estilistas interessados no rejuvenescimento deste artesanato.
Calça
de fazenda branca (branqueta), com uma faixa do mesmo tecido enrolada à cintura.
.
Nos pés
uma espécie de chinelo forte, chamado soleta.
.
.
Na cabeça
Lenço estampado, de merino (também conhecido na época, por lenço chinês), de forma quadrada que, dobrado em diagonal faz um triângulo sobre outro. O vértice do triângulo cai para trás da cabeça, e as duas pontas fecham-se também aí, com um nó.
No busto
Sobre uma blusa branca de tecido fino, um corpete de fazenda vermelha. e um pequeno xaile branco, designado "xaile de costas".
Saia
De branqueta, sobre um saiote de flanela vermelha, apahada à volta da cintura por um cordão a que se dá o nome de ourelo.
Segundo a tradição, este ourelo era confeccionado pelos rapazes para oferecer à namorada. Usavam para isso um utensiilio rudimentar feito de um carrinho de linhas, utilizando fios de lã de três ou quanto cores diferentes. O ourelo remata com um froque em cada extremo.
Quanto mais comprido o ourelo maior se considerava a afirmação do amor do rapaz pela rapariga.
Chinelos
de pelica, completam o traje, servindo apenas para caminhar. Em actuação, todos os elementos dançam descalços.
.
.
.
.
O "Rancho é composto por 8 ou 10 pares e a tocata é formada por acordeões, violas, cavaquinhos, bombo e ferrinhos. Tem ainda um grupo coral 5 de vozes.
No seu vasto repertório de danças e cantares, as chulas, os viras e as danças de roda são as mais tradicionais.
.
CANTARES EDITADOS EM CD
Abertura do 2º acto da revista “Maria”
Ala arriba
Bairro Norte folião
Barquinha Feiticeira
Bendita Póvoa que cantas
Calças à brasileira
Chula vareira
Concertina do Isaías
Desafio dos varais
Fandango
Ferreirinho
Flores poveiras
Fogueiras de S .Pedro
Limão Verde
Marcha das conserveiras
Marcha de S .Pedro
Marcha do Rancho Poveiro
Marcha dos grandes
Minha Póvoa
Ó laranja
O mar enrola na areia
Ó sim, sim
Ora biba a pândega
Poveirinha
Póvoa amada
Romarias velhas
S. Pedro poveiro
S.João poveiro
Saudações
Saudades do mar
Torradinhas
Tricana bonita
Tricaninha da Matriz
Vira d’oito
Vira da praia
Vira de proa
Vira do mar
Vira poveiro
.
Ao longo da sua actividade o Rancho Poveiro, dançou por todo o Portugal, desde o Minho ao Algarve, em Espanha, França, Suíça, Brasil e Bélgica.
.
CLICAR NA IMAGEM PARA AMPLAR
FOTO OBTIDA QUANDO DA FORMAÇÃO DO GRUPO FOLCLÓRICO
VENDO-SE DO LADO ESQUERDO, NA PRIMEIRA FILA, O SEU FUNDADOR
ANTÓNIO DOS SANTOS GRAÇA
..
O Rancho Poveiro está sob a responsabilidade da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, representando um dos principais factores de promoção e animação turística e de cultura popular.
O Grupo Folclórico Poveiro, de raiz piscatória, encontra-se filiado na Federação de Folclore Português.
Organiza um festival folclórico – Festipóvoa - de 2 em 2 anos (integrado nas Festas de S. Pedro, em finais de Junho ou início de Julho).
.
Vejamos alumas danças do Rancho Poveiro, cujas imagens nos foram obtidas por um vídeo amador
SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO
CLICAR, APENAS UMA VEZ , SOBRE O O TRIÂNGULO DO PLAYER ABAIXO
contacto:
Grupo Folclórico Poveiro
Av. Mouzinho de Albuquerque, 166
4490-409 Póvoa de Varzim
Tel: Jacinto Sá (252 684 680 / 969 079 309)
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo
Hora |
ASSOCIAÇÕES e CLUBES
TEMAS POVEIROS
ARTESANATO
COMIDA TRADICIONAL POVEIRA
BACALHAU COZIDO COM SOPAS POR DEBAIXO
COSTUMES E TRADIÇÕES
O PESCADOR POVEIRO. USOS, COSTUMES, TRADIÇÕES E LENDAS.
RANCHO DE BELÉM RECRIA DESFOLHADA
SERÃO POVEIRO, NA FILANTRÓPICA
SECA DO PEIXE PARA CONSUMO PRÓPRIO
DIVERSOS
CULTURA
BIBLIOTECA - CASA DA CULTURA (1)
BIBLIOTECA - CASA DA CULTURA (2)
EVENTOS
CAPELA MARTA - Sarau na Filantrópica
FESTIVIDADES
LAZER E DESPORTO
PÓVOA DE VARZIM - Um mar de prazeres
PERSONALIDADES
PESCA
POVEIRAS NA TELEVISÃO
PRAIA DE BANHOS
PRAIA COM MAIS ZONAS UTILIZÁVEIS
RELIGIÃO
SOLIDARIEDADE SOCIAL
COLABORAÇÃO DE QUIM SANTOS -
PASSEIOS PELA MINHA CIDADE
RUAS DA MINHA CIDADE
COLABORAÇÃO DE LIBÂNIA FEITEIRA
COMENTÁRIOS
A PÓVOA NÃO PODE SER UMA FEIRA DE TRAPOS
ESTA SENHORA MALVADA QUE DÁ PELO NOME DE SOLIDÃO
A RTP E O NOSSO DIREITO À INDIGNAÇÃO
MARIA CUSTÓDIA, UMA MULHER QUE A VIDA NÃO QUEBROU
O QUE QUER DIZER A PALAVRA NORMAL?
REINVENTAR A VIDA NA FORÇA DO CREPÚSCULO
-
CONTOS
(Livro em preparação)
APRESENTAÇÕES PowerPoint
ALEXANDRA KOKOVINA- Toilettes de luxo
ARQUITECTURA DO MUNDO - motivos arquitectónicos
COSTA AMALFITANA paisagens italianas
HUMAN BODY ARTS flores feitas com corpos de mulher
LA BELLE ÉPOQUE - Trajo feminino
QUADROS