GRUPO RECREATIVO E ETNOGRÁFICO
"AS TRICANAS POVEIRAS"
As associações cívicas promovem a integração social e assumem um papel determinante na divulgação e incremento da cultura, do desporto, da prestação de serviços na área social, etc., substituindo-se não raras vezes à própria intervenção do Estado.
.
Compete nomeadamente às autarquias o apoio a estas associações constituídas por cidadãos que mais não pretendem que ser úteis à sociedade em que se inserem, apoio esse que nem sempre corresponde, de forma adequada, à reconhecida utilidade que delas advém.
.
Na nossa Terra, quer pela índole naturalmente prestativa que caracteriza a nossa gente, quer pelo bairrismo que, entre nós, não é uma palavra vã, existem por todo o Concelho numerosas organizações deste género, de bem-fazer umas, de promoção cultural e social outras, de fomento do desporto tantas mais, que em muito enriquecem, no seu conjunto ou cada uma de per si, o nosso património associativo.
E isto é tanto mais de apreciar quanto é certo que há, na generalidade do país, cada vez maiores dificuldades para levar as pessoas às associações, a participar e a trabalhar por carolice.
Pouca gente se dispõe a assumir responsabilidades, embora se vá arreigando no espírito do cidadão comum que o Estado tem o dever de prover a tudo e, nesse sentido, muitos e muitos se dispõem a obter benefícios sem a natural contrapartida do cumprimento das suas obrigações enquanto cidadãos.
.
.
É, no dilatado conjunto de associações poveiras, uma instituição sui generis do ponto de vista organizacional, desde logo porque não tem “sócios” no sentido comum do termo. Não há jóia de inscrição, nem quotas em dinheiro. As pessoas activamente ligadas ao Grupo, são “sócios por inerência”, isto é, todos trabalham nas mais diversas tarefas para consecução dos objectivos que o Grupo se propõe e, por se associarem de forma permanente nessas tarefas. se consideram “sócios”- passe o pleonasmo.
Neste momento o Grupo conta 155 elementos, cabendo a cada um deles determinada função perfeitamente definida, que desempenha isoladamente ou em equipa, conforme a natureza do trabalho que é prestado.
Desde as encarregadas da limpeza às pessoas que desempenham funções directivas, dos elementos que cantam e dançam, aos músicos da orquestra e aos que compõem o grupo de teatro, do pessoal da cozinha, da manutenção, da decoração e das relações públicas, todos prestam o seu contributo obedecendo a um bem elaborado plano de actividade, que é exercida disciplinadamente num perfeito e autêntico espírito de igualdade democrática.
O Grupo nasceu duma forma que se pode classificar de fortuita.
Vários elementos que haviam integrado a Rusga da Lapa (ou do Bairro Sul, como também é conhecida) a qual intervém, como as Rusgas dos outros Bairros, nas tradicionais Festas de S.Pedro, juntaram-se num almoço de convívio que constituiu manifestação de saudosa veterania, e que serviu, além do mais, para relembraram “glórias passadas”.
E como sempre acontece em casos semelhantes, há sempre alguém de espírito empreendedor e de reconhecida capacidade organizativa em quem logo se pensa para corporizar uma ideia deste género.
Um dos convivas tinha sido elemento de várias rusgas festivas e era, mesmo, ainda, ensaiador de uma delas.
António Pereira, de seu nome, é poveiro e oriundo de famílias poveiras – embora o seu nascimento tivesse ocorrido acidentalmente no Bombarral, logo veio para esta Terra que é nossa … e sua, afinal.
.
É, inquestionavelmente, um dos poveiros mais activos na área do associativismo, e tem figurado como praticante e como dirigente, em muitas instituições poveiras, nomeadamente ligadas ao desporto e a actividades bairristas.
Coube, pois, ao António Pereira organizar o grupo sugerido, que viria a designar-se GRUPO RECREATIVO E ETNOGRÁFICO “AS TRICANAS POVEIRAS”, atendendo à intenção que presidia à ideia da sua formação.
O Grupo teve a sua fundação oficializada em 04 de Julho de 1993.
.
Por aqui se verificam as precárias condições de espaço com que o Grupo se debate:
Por cima duma vitrina em que são expostos troféus ganhos em exibições do Grupo e lembranças de espectáculos de merecimento - e que por isso, deveriam ter lugar condigno - estão, por carência de lugar apropriado, "armazenados" apetrechos utilizados em peças de teatro e de reposição evocativa do "Serão Poveiro", de que Santos Graça fala no seu livro "O Poveiro"- que constitui como que a Bíblia da Grei.(pag. 163 a 165) (CLICAR SOBRE A IMAGEM PARA AMPLIAR)
.
A secção de Teatro do Grupo inclui frequentemente nas suas apresentações em público cenas da vida rural do nosso concelho. Para isso dispõe de alfaias, e objectos de uso quotidiano da nossa gente do campo, que fazem parte da encenação. A exiguidade do espaço disponível obriga a que esses objectos sejam "amontoados" em lugares impróprios, como se vê nesta imagem, em prateleiras disfarçadas com cortinado, mas deixando ainda à vista alguns desses objectos como pode observar-se.
(CLICAR SOBRE A IMAGEM PARA AMPLIAR)
.
Neste canto da sala, houve ainda engenho para instalar um reduzido bar, ao lado
da pequena biblioteca.
..
Numa nesga de parede, à entrada da sala, a imagem de Nossa Senhora das Dores, de muita devoção entre a gente poveira. O nicho, em granito polido, foi feito por um elemento do Grupo. A imagem foi benzida pelo ilustre historiador poveiro Monsenhor Manuel Amorim, infelizmente falecido no ano passado.
A Tricana Poveira, que empresta a sua designação ao Grupo e é fundamentalmente a sua própria imagem e razão de ser, é a figura saudosa da mulher da nossa Terra cujo traje característico lhe dava a graciosidade e o donaire que muito a caracterizavam.
À semelhança de Ovar, de Aveiro e de Coimbra, também a Póvoa de Varzim tem a sua Tricana, embora o traje que lhe é próprio - diferente do das tricanas de outras paragens - tenha caído em desuso nas últimas décadas.
As moças de agora, na actual maneira estandardizada de vestir, com jeans todos semelhantes, e suéter completamente incaracterístico, perdeu a graça, o donaire e a feminilidade que distinguia as moças de há trinta ou quarenta anos atrás.
A Tricana Poveira era a mulher do pescador que andava na pesca do bacalhau, nos mares do norte, ou daquele que emigrara para o Brasil.
Como não andava na venda do peixe (porque o marido não era pescador aqui no nosso mar), então ela trabalhava na costura, nas fábricas de conserva, ou noutro tipo de indústria (mais tarde seria a indústria têxtil), o que lhe permitia vestir melhores roupas do que as das mulheres dos pescadores que trabalhavam e viviam aqui na sua terra.
Assim nasceu a figura da Tricana Poveira, que se vestia de forma diferente e mais luxuosa que as outras da sua comunidade.
Não há muitos anos era ainda vulgar ver-se na cidade esbeltas tricanas com a sua bonita indumentária:
- Blusa de seda;
- Saia preta, a cobrir os joelhos e travada;
- Bonito avental rodado, em organza florido, e também em tecido georgette,
crepe, ou shantung de seda estampada, todos com vistosos desenhos
coloridos de belo efeito. Era a peça mais vistosa do traje, que dava à
mulher um delicioso ar garrido..
- Meia de seda, que tinha na parte posterior uma insinuante linha de costura
que vinha do tornozelo, subia pela perna bem torneada, e desaparecia,
na penumbra da saia.
- Graciosos chinelos de saltos altos muito fininhos, verdadeiras jóias de
sapataria em que alguns artesãos eram especializados.
.
.
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo,
O GATUJANDO TEM O GOSTO DE PROPORCIONAR AOS SEUS LEITORES ESTE INTERESSANTE PASSATEMPO, QUE É, AO MESMO TEMPO, UM TESTE À MEMÓRIA VISUAL DE CADA UM.
TRATA-SE DE IDENTIFICAR, NO ORIGINAL DA IMAGEM ACIMA , PERSONALIDADES QUE, POR UM MOTIVO OU POR OUTRO, MARCARAM A HISTÓRIA DA HUMANIDADE.
ESTE CURIOSO E APAIXONANTE PASSATEMPO NÃO SE DESTINA A SER USADO APENAS NUM DETERMINADO MOMENTO. É, ISSO SIM, PARA QUANDO A DISPONIBILIDADE DE TEMPO DE CADA UM PERMITIR VOLTAR A ANALISÁ-LO, UMA V EZ E OUTRA, E A POUCO E POUCO IR IDENTIFICANDO OS PERSONAGENS QUE CONSTAM DO QUADRO, E QUE, JUNTOS NESTA MESMA GRAVURA, VIVERAM AO LONGO DOS TEMPOS, EM ÉPOCAS POR VEZES DISTANCIADAS ENTRE SI, POR LARGOS SÉCULOS.
CONVIRÁ, POIS, DEIXAR PARA MAIS TARDE E VER COM CALMA UMA VEZ E OUTRA.
TENTE A POUCO E POUCO IDENTIFICAR AS MUITAS PERSONALIDADES QUE CONSTAM DO QUADRO.
IDENTIFICAR MENOS DE 20 NÃO MERECERÁ MAIS QUE "NOTA NEGATIVA", JÁ QUE AS PERSONALIDADES ALI SÃO MAIS QUE 100.
--------------------------
A IMAGEM, NO ORIGINAL, É MUITO GRANDE.
ANTES DE MAIS É NECESSÁRIO CLICAR SOBRE ELA ATÉ APARECER NO FORMATO MÁXIMO.
DEPOIS, FAZENDO DESLIZAR O CURSOR VERTICAL E /OU O HORIZONTAL, DE COR AZUL CLARO, QUE SE VÊEM NO ECRÃ ( NO LADO DIREITO E EM BAIXO, RESPECTIVAMENTE) , DESLOQUE A GRAVURA À MEDIDA QUE FOR NECESSÁRIO.
BOA SORTE.
AO MEU QUERIDO AMIGO EDUARDO MASCARENHAS, OS MEUS AGRADECIMENTOS PELA CEDÊNCIA DE TÃO INTERESSANTE TEMA.
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo
KEN SHOTWELL
EVOCAÇÕES ROMÂNTICAS DE PARIS
Depois de ter exercido a actividade de engenheiro aeroespacial e nuclear, Ken Shotwell, de nacionalidade americana, passou a dedicar-se à arte da pintura em que demonstra, por vezes, certa tendência para o surrealismo.
Os seus trabalhos figuram em diversos museus e em colecções particulares.
É considerado um dos artistas mais versáteis e mais populares da actualidade.
INCULTAS PROUÇÕES DA MOCIDADE
.
Incultas produções da mocidade
Exponho a vossos olhos, ó leitores:
Vede-as com mágoa, vede-as com piedade,
Que elas buscam piedade, e não louvores:
Ponderai da Fortuna a variedade
Nos meus suspiros, lágrimas e amores;
Notai dos males seus a imensidade,
A curta duração de seus favores:
E se entre versos mil de sentimento
Encontrardes alguns cuja aparência
Indique festival contentamento,
Crede, ó mortais, que foram com violência
Escritos pela mão do Fingimento,
Cantados pela voz da Dependência.
.
Bocage
.
VAI PODER APRECIAR UMA AUTÊNTICA E INVULGAR OBRA DE ARTE.
Adianto que se trata de um maravilhoso desenho feito à pena, com um único traço em espiral. Executado em 1884. Desconhece-se o nome do talentoso autor.
CLICAR AQUI. CLICAR DEPOIS NA IMAGEM PARA AMPLIAR.
FOTOBIOGRAFIA
VIDA E OBRA
----------------------------------------
---------------------------------------extremado do vulgo, são factos significativos.
----------------------------------------
Com o patrocínio do Município da Póvoa de Varzim, a Editorial Caminho S.A. editou recentemente o livro “EÇA DE QUEIROZ – Fotobiografia”, da autoria de A. Campos Matos, que é, seguramente, a mais completa obra do género até hoje publicada acerca desta figura incontorrnável das letras portuguesas que, para nossa honra e glória, nasceu na Póvoa de Varzim.
Alfredo Campos Matos, também ele poveiro (1928), "arquitecto de formação, é nos estudos queirosianos que mais se destaca, com um primeiro volume de Imagens do Portugal Queirosiano, de 1976, em que deu a conhecer os locais reais onde decorrem as narrativas ficcionais de Eça de Queirós.
Por iniciativa de Campos Matos, foi em 1988 publicado o Dicionário de Eça de Queirós, volume que contou com a colaboração de muitos especialistas portugueses e estrangeiros, para além de inúmeros verbetes assinados pelo autor. O sucesso do Dicionário levou a uma segunda edição, muito aumentada em 1993 e à publicação de um Suplemento, com artigos inéditos, em 2000.
Entusiasta da Casa de Tormes e membro do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queirós, Campos Matos transcreveu, anotou e organizou em
Fonte: DGLB ver AQUI
.
Poder-se-á avaliar a preocupação do autor em abordar com grande minúcia e rigor a biografia de Eça pela simples leitura do índice do livro, que refere os seguintes tópicos:
-------------
Introdução
-----------
--Nascimento e infância (Póvoa de Varzim-Verdemilho) 1845-1856
-------------Os pais
-------------O drama do nascimento
-------------Os irmãos
-------------Adolescência (Porto-Colégio dad Lama) 1856-1861
-------------Vida universitária (Coimbra) 1861-1866
-------------Aprendizagem — Viagem ao Oriente (Lisboa) 1866-1872
-------------Oito aspectos da geografia (literária) queiroziana de Lisboa
-------------A viagem ao Oriente
------------ 22 de Outubro de
--------------O primeiro posto consular —Cuba (Viagem aos Estados Unidos) 1872-1874
--------------O segundo posto consular — Newcastle 1874-1879
--------------O terceiro posto consular — Bristol 1879-1888
--------------A bela, misteriosa, desconhecida de Angers
--------------O solar de Santo Ovídio no Porto 163O
--------------O casamento
--------------A Relíquia
--------------O quarto e último posto consular — Paris 1888-1900
--------------Os Maias
--------------Os Vencidos da Vida
--------------A llustre Casa de Ramires
--------------Retratos de Eça
--------------Cenas do jardim da casa de Neuilly
--------------As derradeiras viagens
--------------A última correspondencia
Os funerais
--------------Homenagens póstumas
--------------A família de Eça
--------------Alguns temas específicos
--------------O dissimulador
--------------O drama da doença
------------- O drama do dinheiro
--------------Eça e a República
--------------Os editores
---------------Elementos autobiográficos
--------------Erótica
-------------- Geografia literária em Portugal
---------------Ideologia
---------------Os prazeres da mesa
---------------Viagens
-------------- Vida consular
---------------Algumas iconografias
---------------A casa-museu — Fundação Eça de Queiroz, em Tormes
---------------Cronologia
--------------
Anexos
----------------Diálogo com Eça. de Queiroz
----------------Dois textos biográficos sobre Eça. de Queiroz, por ele autorizados
----------------Eça visto pelos seus contemporâneos
----------------Acerca das edições da obra completa de Eça. de Queiroz
----------------Obras essenciais sobre o escritor (bibliografia selectiva)
----------------Referências bibliográficas de particular uso nesta obra
.
Alfredo Campos Matos faculta-nos, assim, uma profusão de pormenores da vida e obra de Eça, num livro amplamente ilustrado com documentos, gravurase fac-similes de valiosos manuscritos.
De apreciar, também, a variada e copiosa quantidade de fotografias que o livro contém.
.
Na sobrecapa do livro pode ler-se:
"A fotografia foi sempre para Eça de Queiroz uma arte particularmente fascinante, que o levou inúmeras vezes, em Portugal e no estrangeiro, aos estúdios de fotógrafos, e até, a praticá-las ele própria, já no fim da vida.
Eça de Queiroz Fotobiografia, com cerca de 700 ilustrações, apresenta vasta matéria subsidiária para a biografia de Eça – dando-nos uma cronologia da vida, da obra e vasta matéria subsidiária para a fotografia de Eça – dando-nos uma cronologia da vida, da obra e do respectivo contexto histórico – sendo a mais completa até agora publicada. Encontraremos, também, imagens raras, como, por exemplo, a de Salomão Sáragga, figura proeminente das Conferências do Casino, a de Manuel de Macedo, o seu primeiro ilustrador, e até a do Eça jovem, com cerca de vinte anos.
As relações de Eça de Queiroz – Ramalho Ortigão e de Eça de Queiroz – Camilo Castelo Branco mereceram ao autor um empenho particular. Há que referir o retrato psicológico e literário de Eça, que nos é dado através dos relatos de numerosas personalidades suas contemporânea.
Esta obra será assim uma referência relevante na vasta bibliografia do autor d' Os Maias."~
.
Para além da informação fotobibliográfica completa que proporciona, o livro, com as suas 430 páginas, volumoso, de formato grande, em papel semi couché mate, e de apurado tratamento gráfico, vem enriquecer sobremaneira a bibliografia queiroziana.
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo,
CLICAR NAS IMAGENS PARA AS AMPLIAR
SE CLICAR NA IMAGEM QUE APARECE JÁ AMPLIADA, FICARÁ AINDA MAIOR
.
.
Imagens obtidas de diaporamas que não indicam os autores das fotos
.
DESLIGAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO
--------------- ----------------
Um pouco de ternura
,.
Nos olhos dela habitava a bondade. Um doce sorriso embalava-lhe os lábios, e a face transparecia a tranquilidade interior de quem não fora punida pelo despeito nem agredida pelo ressentimento. Era ainda nova: vivia na linha de sombra que tenuemente divide a idade das pessoas, entre maduras e velhas. De onde viera? Que idade tinha? Ninguém sabia. Por vezes, pintava os lábios murchos. Por vezes, exibia largos decotes e mangas cavadas, eis o traço lascivo dos seios, eis os braços roliços, opulentos e sensuais. Era alta, quase imponente; porém, quando subia a rua íngreme, parecia alada, os pés quase não tocavam no chão.
Aparecera no bairro e logo se organizara uma aura de mistério em sua volta. Apesar da estatura, mantinha-se discreta e reservada, pouco falava com os vizinhos. Havia dias em que cantava; cantava alto velhas canções de amor. Nas tardes de sábado, os homens reuniam-se no clube, jogavam ao loto e à sueca e, ocasionalmente, embebedavam-se.
Ela residia num pequeno apartamento, mesmo por cima do clube. Gostava de se colocar à varanda, e os homens fitavam-na, gulosos, ávidos e sôfregos. Fingia não os ver. As mulheres remoíam raivas e amuos. Ela observava o horizonte, lá, onde o Tejo forma uma laçada, e permanecia assim: abstracta, atenta e exposta. Mas gostava que a apreciassem, e divertia-se com o ciúme das outras. Às vezes dançava ao som de uma pequena telefonia. Dançava como se estivesse a dançar com o mundo, ou, quem sabe?, a pensar em alguém que amara.
As geografias sentimentais são mais ou menos favoráveis: o bairro era bom e valia tudo o que de ele se dissesse; o resto era mau, e tudo o que de pior se dissesse nunca seria excessivo. Começaram as intrigas, as suposições pérfidas, as calúnias evasivas. Não lhe perdoavam a beleza, a dignidade da postura, a pequena viração de altivez que dela se desprendia.
Suspeitaram de tudo: que era prostituta, que vivia às custas de um proprietário de imóveis, que fazia números de nu em cabarés rascas. Chegou-lhe aos ouvidos a natureza insidiosa desses boatos. Não lhes atribuiu a menor importância, o que ainda mais arreliou as outras.
Saía de casa logo pela manhã, regressava tarde, ocasionalmente ausentava-se pela noite. Acumulavam-se as suspeições. Até que, certo dia, deixou de aparecer. O falatório aumentou. Coisas medonhas foram ditas, como se de verdades se tratassem. Correu o tempo; uma semana passou, outra, e outra ainda. Para onde fora? Que seria feito dela? E se ele não regressasse, não pudesse regressar ou não quisesse regressar?
Depois, houve quem a visse. Era numa tarde em que a chuva, lamentosa, caía forte. Desapareceu no cotovelo da rua, quem a viu acelerou o passo para descortinar aonde ela ia. Entrou num prédio alto e antigo, de azulejos, e ao perseguidor assaltou a ideia de que a vizinha misteriosa talvez fosse mulher-a-dias. Este indivíduo tivera, em tempos, a veleidade de se relacionar com ela; porém, fora rejeitado com uma frase breve e ríspida. Era o ressentimento que o incitara àquela infausta perseguição.
Horas e horas decorreram. A chuva deixara de cair, o homem encostara-se a uma árvore, sem abandonar a vigilância ao prédio. Até que, finalmente, ela reapareceu. Olhou em derredor e, rapidamente, aproximou-se da árvore onde o outro se ocultava. Atrapalhou-se, o homem. E ela disse:
— Quer saber o que eu faço, não é?
— Bom…bom — Não sabia o que responder.
— Olhe: vendo ternura.
E desandou. Agora, uma brisa mansa, um vento acariciador, um pio de ave, e o silêncio. Era assim: todos os dias, ou quase, ela visitava casas de gente idosa, e recebia escassos euros para lhes ler jornais, revistas ou livros de histórias cordatas com finais felizes. Simplesmente um pouco de ternura.
Voltou à rua para se despedir da rua e ignorar as pessoas. As pessoas juntaram-se, viram-na subir o calçadão, puxar pelas pernas para escalar a escadaria enorme. Durante algum tempo pensaram nela. Nunca ninguém soube o seu nome, nem se foi feliz na vida.
Anos depois, um modesto cronista contou-a numa crónica humilde.
(mantida a grafia original)
Armando Baptista-Bastos (1934), é considerado um dos maiores prosadores portugueses contemporâneos. Iniciou-se como jornalista no jornal “O Século”, tendo trabalhado também no”República,”, “Europeu”, “O Diário”, “Diário Popular” e nas revistas “Cartaz”, “Almanaque”, “Época” e “Sábado”. Foi, igualmente, redator em Lisboa da Agência France Press. Usando o pseudônimo de Manuel Trindade, trabalhou na RTP – Rádio e Televisão de Portugal, nos tempos do governo de Marcelo Caetano. Foi despedido por ter sido considerado um “adversário do regime”. Porém, é no vespertino “Diário Popular”, onde trabalhou durante vinte e três anos (1965-1988), e no qual desempenhou importantes funções, que deixa sua marca,"com um estilo inconfundível" — no dizer de Adelino Gomes. Foi docente na Universidade Independente, onde lecionou a disciplina de Língua e Cultura Portuguesas. Percorreu, profissionalmente, todo o Portugal Continental e Insular, e viajou e escreveu sobre Espanha, Canárias, França, Itália, Bélgica, Irlanda, Brasil, Uruguai, Argentina, Suíça, Luxemburgo, Grécia, Áustria, Turquia, República Democrática Alemã, República Federal da Alemanha, Checoslováquia, URSS, Marrocos, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Nigéria, Angola, Moçambique, Cabo Verde, etc.
fonte AQUI
.
POVEIROS
Homens do "Reino da Póvoa"
(Um curioso episódio de 1800 ...)
O poveiro nutre um acrisolado amor pela sua terra natal, que nunca esquece esteja onde estiver e sejam quais forem as condições em que viva.
É, no dizer de Vasques Calafate, um
“amor instintivo, naturalista e pagão desta gente ao mar e à terra da sua Póvoa . Este nome, por si só, é uma maré cheia, - maré viva de emoção religiosa, em cujas ondas o próprio nome de Portugal se afoga e confunde”.
O episódio que se relata em seguida ocorre no quadro da crise de sucessão ao Trono Português (1826-1834), que opôs D.Pedro IV a seu irmão D.Miguel I
Em causa estava a vontade de transformar Portugal numa monarquia constitucional (liberalismo), contrária aos princípios vigentes do legitimismo, a que os liberais chamavam absolutismo.
A bordo da fragata “Rainha de Portugal”, saíra D.Pedro IV da Ilha Terceira – que se lhe mantivera fiel na fraticida pendência – numa expedição que intentaria desembarcar em território pátrio para restabelecer o regime que defendia.
Haviam passado vinte dias em que os expedicionários não viram senão céu e mar, quando alguém da fragata chamou a atenção do monarca para um pequeno barco de pesca de que se aproximavam.
O barquito – autêntica casca de noz na imensidão daquele mar profundo – era tripulado por pescadores de porte atlético, pele curtida pele sol e pelas intempéries, seguramente hábeis e audaciosos já que eram capazes de se aventurar a tão longa distância.
Quando chegaram à fala D.Pedro perguntou-lhes: -
- Sois portugueses, ó pescadores?
- Deus o salve, meu fidalgo! respondeu-lhe o arrais na linguagem rude dos trabalhadores do mar. Sêmos poveiros, senhor, poveirinhos pela graça de Deus
Foram-se juntando ilustres expedicionários em volta de D.Pedro. Todos achavam interessante aquele tipo de pescador, de catalão vermelho, enroupado em saragoça, atirando ao ar, numa despreocupação feliz, grandes e contínuas fumaradas do seu excêntrico cachimbo…
- Então vós não sois destes reinos?. de novo interrogou D.Pedro.
- Saiba o meu fidalgo que sêmos do reino da Póvoa!...
O Rei sorriu da santa ingenuidade daquela gente, rude mas sincera, verdadeiramente ditosa porque só lutava com o mar; que desconhecia ódios e guerras; que mostrava um entranhado amor ao seu bairro, porque o arrais, no dialecto especial do poveiro do mar, em pronúncia especial também, lhe dissera com orgulho – … sêmos do reino da Póvoa!...
Certo de que, práticos da vida do mar e conhecedores da costa como seguramente eram aqueles arrojados pescadores, aquele arrais seria um confiável piloto para levar a fragata a bom porto. Convidou-o, pois, a subir para o navio e, efectivamente, sob a sua orientação, os expedicionários não tiveram dificuldade em desembarcar, a são e salvo, na praia do Mindelo, -d’aí a designação de “Bravos do Mindelo” –, que haveria de constituir o ponto de partida para o êxito da expedição.
E foi assim que um homem do “Reino da Póvoa” se tornou, naquele episódio histórico, piloto da esquadra liberal.
O episódio, que ficou registado, ilustra o conceito de origem e de pátria, que se misturam indissociáveis no coração dos poveiros.
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo
Numa explicação muito sucinta poderá dizer-se que o Impressionismo, - técnica de pintura que caracteriza as telas de Pino Daeni - consiste na utilização de pinceladas vibrantes, de cores puras, directamente na tela de modo a obter a fusão dos tons nos olhos do expectador em vez de se misturarem na tela. Esta técnica atende menos à forma, como que negando a corporeidade dos objectos, em favor de iluminações e vizinhanças diferentes nos jogos de luz que pretende captar. Liberta-se, assim, da velha noção de claro/escuro, em que se fundamenta a pintura clássica.
O termo Impressionismo ficou a dever-se à irrisão de um jornalista a propósito dum traballho de Monet que fazia parte duma exposição colectiva realizada em Paris em 1874, trabalho esse que autor designou como "Impressão - Sol nascente"
A designação foi aceite pelos expositores, e acabou por difundir-se com a adesão de Manet,, Cézane e Degas.
A arte de Pino elicia sentimentos do calor, da nostalgia, do amor e da família. As suas pinturas têm, freqüentemente, como tema praias vibrantes e ensoladas, típicas do mediterrâneo, onde o artista nasceu - na Itália.
Pino iniciou-se nesta actividade no Instituto de Arte de Bari, Itália, prosseguindo depois os seus estudos na Academia de Milan, de Brera.
Após ter-se estabelecido como um artista bem sucedido em sua terra natal, Pino imigrou para os EUA, procurando mais oportunidades. Foi descoberto pela distinta galeria de Borgui, o que lhe deu a oportunidade de realizar diversas exposições em New York e Boston.
Pino ilustrou 3.000 livros, e o seu estilo dominou o mercado.
Os trabalhos de Pino, de que o GARATUJANDO publicou já dois exemplos em 31 de Dezembro último, fascinam pela sua técnica e pelas suas cores mornas
.
por
MARIA JUDITE DE CARVALHO
PERPLEXIDADE
A criança estava perplexa. Tinha os olhos maiores e mais brilhantes do que nos outros dias, e um risquinho novo, vertical, entre as sobrancelhas breves. «Não percebo», disse.
Em frente da televisão, os pais. Olhar para o pequeno écran era a maneira de olharem um para o outro. Mas nessa noite, nem isso. Ela fazia tricô, ele tinha o jornal aberto. Mas tricô e jornal eram alibis. Nessa noite recusavam mesmo o écran onde os seus olhares se confundiam. A menina, porém, ainda não tinha idade para fingimentos tão adultos e subtis, e, sentada no chão, olhava de frente, com toda a sua alma. E então o olhar grande a rugazinha e aquilo de não perceber. «Não percebo», repetiu.
«O que é que não percebes?» disse a mãe por dizer, no fim da carreira, aproveitando a deixa para rasgar o silêncio ruidoso em que alguém espancava alguém com requintes de malvadez.
«Isto, por exemplo.»
«Isto o quê»
«Sei lá. A vida», disse a criança com seriedade.
O pai dobrou o jornal, quis saber qual era o problema que preocupava tanto a filha de oito anos, tão subitamente.
Como de costume preparava-se para lhe explicar todos os problemas, os de aritmética e os outros.
«Tudo o que nos dizem para não fazermos é mentira.»
«Não percebo.»
«Ora, tanta coisa. Tudo. Tenho pensado muito e...Dizem-nos para não matar, para não bater. Até não beber álcool, porque faz mal. E depois a televisão...Nos filmes, nos anúncios...Como é a vida, afinal?»
A mão largou o tricô e engoliu em seco. O pai respirou fundo como quem se prepara para uma corrida difícil.
«Ora vejamos,» disse ele olhando para o tecto em busca de inspiração. «A vida...»
Mas não era tão fácil como isso falar do desrespeito, do desamor, do absurdo que ele aceitara como normal e que a filha, aos oito anos, recusava.
«A vida...», repetiu.
As agulhas do tricô tinham recomeçado a esvoaçar como pássaros de asas cortadasin
in «O Jornal», 2-10-81
.
Maria Judite de Carvalho (Lisboa, 1921 - 1998), escritora portuguesa. Entre 1949 e 1955 viveu em França e na Bélgica.
Revelou-se como escritora com o livro Tanta Gente Mariana..., colectânea de uma novela e sete contos publicada em 1959. O livro considerado pela crítica como “estreia notabilíssima, talvez sem precedentes na história literária das últimas décadas” (Ramos de Oliveira, em Jornal de Notícias”) valeu-lhe reconhecimento instantâneo.
A sua obra completa (num total de 15 títulos, dois deles póstumos) é inexplicavelmente desconhecida do grande público apesar da notória qualidade e profundidade da sua escrita (entre o poético e novelista, entre o cómico e o grotesco, num registo ora trágico, ora ironicamente perverso),
Maria Judite de Carvalho permanece, no entanto, uma escritora de actualidade renovada, difícil de catalogar no estilo que geralmente lhe é associado (herdeiro do existencialismo e do chamado “novo romance”). hábil dissecadora do desespero e da solidão quotidiana na grande cidade. Na sua obra, a autora não pretende dar explicações nem que os seus escritos constituam tratados morais ou comportamentais, pelo que a explicação é substituída pela insinuação e pela sugestão, de onde decorre a opcção por narrativas breves numa escrita "limpa", sem excessos estilísticos.
fontes: WIKIPÉDIA e LEME-BIOGRAFIAS
.
autor Kumani
.
autor Luis Novo
.
PUDOR
Vens, e não sonho mais.
Quebra-se a onda no penedo austero.
E o mar recua, sem haver sinais
De que te quero
Não sei amar, ou amo o que me foge.
Já com Deus foi assim, na juventude:
Dei-lhe a paixão que pude
Enquanto o namorava na distância;
Depois, ou medo, ou ânsia
De maior perfeição,
Vi-o junto de mim e fiquei mudo.
Neguei-lhe o coração.
E então perdi-o, como perco tudo.
.
Miguel Torga,
in Penas do Purgatório
##########
um mar de prazeres
.
Póvoa de Varzim é uma cidade portuguesa do distrito do Porto, Região Norte e sub-região do Grande Porto. Situada numa planície costeira arenosa, a sul do Cabo de Santo André, a meio caminho entre os rios Minho e Douro.
E povoada por 42 396 h (2006) na área urbana, num total de 66 216 h (2006). Embora a porção urbanizada esteja alargada, a sul, para Vila do Conde, havendo uns 100 000 habitantes na zona de influência da cidade.
As primeiras populações fixaram-se no seu território entre quatro a seis mil anos atrás. Por volta de 900 a.C., a instabilidade na região levou à fundação de uma cidade fortificada.
O mar sempre teve primazia na sua cultura e economia, primitivamente através do comércio marítimo, depois com a pesca, levando a que adquirisse um foral em 1308 e, consequentemente, tornou-se no principal porto de pesca do Norte de Portugal em pleno século XVIII.
Desde os finais do século XIX, devido aos seus extensos areais, tornou-se numa das principais áreas turísticas da região.
.A Póvoa de Varzim é uma das poucas zonas de jogo legal em Portugal e possuiu industrias têxtil e alimentar significativas.[
A cidade desfruta de uma cozinha piscatória rica e mantém tradições antigas, tais como siglas poveiras ou masseiras.
A Póvoa mantém três monumentos nacionais: a milenar Igreja de São Pedro de Rates, um dos principais monumentos românicos em Portugal; o Aqueduto de Santa Clara e o Pelourinho manuelino da Póvoa de Varzim, construído em 1514 e que representa a emancipação municipal da Póvoa de Varzim. Outros monumentos incluem a Fortaleza da Nossa Senhora da Conceição, o brasonado Solar dos Carneiros, a tri-milenar Cividade de Terroso - candidata a património da humanidade, a barroca Igreja Matriz, a piscatória Igreja da Lapa, as seis capelas da Igreja de Nossa Senhora das Dores e o Farol de Regufe, exemplar da arte do ferro.
Como estância de turismo cada vez mais porcurada, a Póvoa de Varzim é, na verdade, "um mar de prazeres"
.
Plana e aberta para o Atlântico, a cidade localiza-se a 30 km a norte do Porto e é facilmente acessível, graças à proximidade do aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro (18 km) e à teia rodoviária que a serve. Dispõe de ligação por Metro a toda a região do grande Porto.
A quem chega por via marítima oferece a sua excelente marina.
.
Porque a chegada é acolhedora
Nesta cidade tipicamente calorosa e acolhedora, encontra um equipamento hoteleiro com uma oferta total de 1300 camas em estabelecimentos de 2,3 e 4 estrelas.
.
Porque o divertimento regenera
As ruas, pensadas à dimensão do homem, não perdem a sua animação durante noite. Os espectáculos, os numerosos cafés, bares e discotecas conferem à Póvoa de Varzim uma oferta diversificada. É obrigatória a passagem pelo Casino da Póvoa instalado num belíssimo edifício de 1934 onde, para além dos jogos se desfruta de uma animação diária com múltiplas facetas: Salão D’Ouro (restaurante com show diário); Restaurante Varandas; Atrium Piano Bar; Discoteca Alibabar; etc.
.
N
Porque a cultura engrandece
A originalidade da classe piscatória poveira expressa-se no Museu Municipal, situado em pleno centro histórico da cidade, onde se destacam, também, a Igreja Matriz e o conjunto arquitectónico da Praça do Almada presentemente a passar por completa remodelação.
Para além das acções culturais, de que se destaca o “Correntes d’Escritas” (Fevereiro), o S. Pedro – Festas da Cidade (Junho), o Festival Internacional de Música (Julho), são célebres as festividades e a forma empenhada como a população nelas participa: Semana Santa; Nª Srª da Assunção (15 de Agosto) e a Nª Srª Das Dores (Setembro)
.
.
Porque está no “coração de uma Costa Verde”
No centro de uma região rica em património e tradições, a Póvoa de Varzim serve de ancoradouro para explorar os pontos obrigatórios a conhecer em todo o noroeste português: Vila do Conde (3 km); Esposende (18 km); Porto (30 km); Braga (40 km); Guimarães (45 km); Viana do Castelo (45 km); Ponte de Lima (60 km); Gerês (80 km).
.
Porque a gastronomia seduz
É grande e variado o leque de estabelecimentos de restauração. Duas fortes tradições se cruzam, a minhota, que tem nos pratos de carne o elemento central e a poveira, que desenvolveu a mestria de preparação do peixe.
.
Porque descontrair é vital
Praia, sol e mar como pontos centrais de percursos panorâmicos privilegiados a pé, de bicicleta ou de automóvel, que se complementam com convidativas esplanadas.
.
Ruas pedonais dedicadas ao comércio.
.
.
.
Porque o desporto tonifica
Para além das condições para os desportos náuticos e da animação desportiva informal na praia e parques da cidade, o concelho dispõe de óptimos equipamentos dos quais se destacam o Pavilhão Municipal, a Piscina Olímpica coberta, o Campo de Tiro, o Estádio Municipal, a Academia de Ténis, e o excelente Campo de Golfe da Estela (18 buracos – par 72).
A PÓVOA DE VARZIM ESPERA-O PARA LHE OFERECER TUDO ISTO
E O MAIS QUE NÃO SE MENCIONA NESTE POST POR FALTA DE ESPAÇO
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo
##########
obtida num diaporama que não indicava o nome do autor
.
MEIA NOITE E UMA GUITARRA
DESLIGAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO
-------- ---------------
ROSA FEITEIRA nasceu na Póvoa de Varzim em 1951, tendo vivido em Lourenço Marques desde criança..
Participou em programas de fado do Rádio Clube de Moçambique .
Em 1969, terminado o liceu, prosseguiu os seus estudos em Portugal, onde se licenciou em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Exerce a docência naquela cidade.
Poveira por nascimento e descendente de poveiros, já aqui se apresentaram algumas interpretações suas recolhidas de arquivos do tempo da sua passagem pela estação emissora da então cidade de Lourenço Marques.
Convém referir que estes registos gravados , têm cerca de 40 anos e na altura, foram captados por um simples aparelho rádio-gravador.
Dado o tempo entretanto decorrido e as condições precárias em que as gravações foram efectuadas, o som poderá não ter tido a qualidade que se desejaria.
.
na hilariante rábula
.
A coragem e a comovente simplcidade
Heroi poveiro
galardoado com a "Torre e Espada"
.
"DOM LUIS, por Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, etc.: Tomando em consideração os relevantíssimos e repetidos actos de coragem e de devoção cívica que José Rodrigues Maio, da Póvoa de Varzim, tem praticado, arriscando a vida no salvamento de muitos indivíduos que teriam perecido se não fossem os esforços e verdadeira abnegação de tão benemérito cidadão; e Querendo, por estes respeitos, dar-lhe um público testemunho da Minha Real Munificência: Hei por bem fazer-lhe mercê de o nomear Cavaleiro da Antiga e muito Nobre Ordem da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito."
Era o reconhecimento e gratidão da Nação perante os feitos, jamais igualados na costa portuguesa, do heróico poveiro José Rodrigues Maio - o "Cego do Maio".
Bem digno era dessa alta distinção o valoroso poveiro que, em luta constante com o mar, lhe arrancou centenas de vidas - jogando a sua com uma abnegação sem par, obrigando os seus concidadãos a ajoelharem enquanto ele lhes entregava os entes queridos julgados perdidos para sempre.
Admirável Lobo marinho da praia da Fabita!...
Nascera ali, numa modesta casinha, onde sempre viveu e onde a morte o procurou para o levar.
Bem frente ao mar, ao abrir o postigo da porta de sua casa, via sempre, lá adiante, entre a penedia trágica do sul da enseada, como dois tigres de fauces hiantes, as fatídicas pedras Mobelhe e Extremundes, para onde a forte corrente da barra arrastava os desgraçados náufragos, perdidos para sempre no redemoinho das vagas, numa luta desesperada de esgotamento.
Foi naquela penedia que o "Cego do Maio" começou a sua faina de pesca.
Tinha os seus percalços quando o mar era muito vivo, mas estes trouxeram-lhe ensinamento. Observou as correntes de água e as abertas que estas tinham para se escapar.
Todos se admiravam como ele marinhava por sítios de tanto risco. 0 seu barquinho era uma casca de noz – um caíco de cinco metros de boca aberta...
Certo dia, uma vaga alterosa faz soçobrar, na barra da enseada, um batel. 0 barco-vigia salva a maioria da companha, mas dois homens são arrastados pela corrente para o sul, que os leva forçadamente para o poço trágico daquelas pedras.
A dor tortura os corações de quem assiste, na praia, àquele rumo para a morte.
"Cego do Maio" está na praia da Fabita, no extremo sul da enseada, junto ao seu barquinho, com dois filhos – o Manuel e o Francisco – e empalidece ao ver que trágico fim iam ter aqueles dois infortunados companheiros.Está, como toda a assistência, torturado. 0 mar é um milhão de maresias.
Quem reparasse nele via que as suas mãos se crispavam fortemente numa excitação nervosa, aflitiva, perante aquele quadro doloroso.
Nisto, ouve-se uma ordem aos seus filhos: - Pegai cada um do vosso lado!
Ao mesmo tempo, ele põe o ombro à ré do caico e assim o arrastam pela areia até a língua da maré.
Os filhos param hesitantes, mas ele logo, em voz imperativa: - Já para os remos!
E o frágil barquinho lá vai à sorte de Deus!...
Não há pena que descreva a luta, nem pincel que pinte o quadro.
Ora se vê ora se não vê o barco. Era preciso aproveitar todas as brechas da vaga, seguir os pequenos rechios da maré que ele conhecia, até que pudesse chegar a colocar-se ao norte daquelas pedras, entre elas e a barra – por onde deviam passar os náufragos, cortando, então, ousadamente a corrente, para lhes deitar a mão e os salvar.
Era ali o auge da luta. Tudo isso foi feito com a estratégia de um grande general.
Isto viu-se da terra? Não. 0 que se via era vagalhões do tamanho da torre do sino e, por vezes, aquela casca de noz ao cimo deles, para de novo desaparecer e voltar uma vez mais, causando calafrios arrepiantes, gritos de dor e lágrimas.
Toda a multidão corria para a praia da Fabita, ansiosa pelo desfecho daquela luta que se previa trágica.
Nisto vem rolando para a praia uma grande, uma enorme vaga e, quando embate, raivosa, contra a areia, vê-se o "Cego do Maio" em pé, na ré do seu barquito, atirando o cabo para que o puxassem para a terra. Não foi preciso: a multidão atirou-se pela água dentro e trouxe-o às costas com os tripulantes dentro, numa alegria jamais vista naquela praia tão fértil em tragédias semelhantes.
E depois seguiu-se um nunca acabar de lutas assim gloriosas, com centenas de vítimas arrancadas ao mar – num desprendimento admirável pela sua própria vida!... ...
Os estaleiros da Póvoa eram afamados, na construção de barcos de boca aberta.
Os valboeiros faziam ali as suas lanchas que eram, em Valbom, recebidas com grandes festas – a que iam assistir os construtores e alguns amigos poveiros.
O "Cego do Maio" previu que, com tantas horas de naufrágio, já tudo devia estar, vivo ou morto, na trágica corrente da penedia da Fabita. E o valente lobo do mar previra bem, porque, embrenhando-se pelo nevoeiro no seu barco com os dois filhos, meia hora depois surgia na praia com cinco náufragos – os únicos sobreviventes daquela horrorosa tragedia...
Rude, humilde e bondoso, "Cego do Maio" não ligava grandemente às muitas veneras que lhe eram concedidas. Raramente as colocava ao peito e quase sempre o fazia a instâncias do seu amigo Apolinário, que o venerava. Este era o servo da Igreja da Lapa dos Pescadores e ajudante do professor primário. Era com ele que aos domingos e dias santos passeava e bebia a sua pinga.
Certa Qunta-feira maior, dia grande na terra e, portanto, de vestir farda domingueira, o servo António Apolinário insistiu com o "Cego do Maio para colocar as medalhas, entre as quais sobressaía a da Torre e Espada - que tem apresentação e brado de armas - .
Para guardar as igrejas vinha sempre uma força militar comandada por um alferes
que colocava, à porta de cada uma, duas praças.
Entraram e saíram da Capela das Dores, encaminhando-se os dois para a taberna da Margarida das Necessidades ali perto, para beberem a canequinha do costume. Quando se regalavam com o rascante, surge o oficial, que se perfila e, dirigindo-se ao `Cego do Maio", diz-lhe:
- Peço desculpa a Vossa Excelência por o soldado não cumprir o seu dever. Será castigado por isso...
Cego do Maio" ficou pasmado, sem atinar naquela fala e olhou, interrogativamente, para o seu amigo Apolinário. Este, então, explicou: - o senhor oficial diz que vai castigar o soldado por não lhe ter prestado homenagem pela sua medalha da Torre e Espada.
O tio Maio acudiu logo aflitivamente: vossemecê não faca isso ao rapazinho! A culpa – apontando para o Apolinário – foi deste que me disse para por isto ao pescoço... faca o favor de beber uma pinga connosco e deixe lá o moço!...
E abraçou-se ao oficial, pedindo-lhe que, por amor de Deus, não fizesse mal algum, porque a culpa era toda, toda, do seu amigo Apolinário...
A Real Associação Humanitária do Porto concedeu-lhe a Medalha de Ouro – que lhe foi colocada ao perto, em sessão solene, no Palácio de Cristal, presidida pelo rei D. Luís. Era a primeira vez que "Cego do Maio" ia ao Porto e, por isso, depois da sessão, quis ver as ruas da cidade. Ao passar em frente ao quartel da antiga Guarda Municipal, no Carmo, parou olhando para o edifício. Nisto, a sentinela, reparando na Torre e Espada, brada às armas, e logo vêm os soldados a correr para a formatura.
O heróico poveiro julgou que o iam prender e deitou numa correria que só teve fim perante os gritos do amigo Apolinário, que atrás dele ia berrando: - Pare tio Maio, que ninguém lhe faz mal!...
Quando da entrega da Medalha de Ouro, D. Luís abraçou-o. E isso em muito contentou o venerando marítimo da Póvoa de Varzim. Mais tarde, a Irmandade da Lapa, para assuntos de interesse da classe, foi a Lisboa entregar àquele monarca uma representação e fez-se acompanhar do "Cego do Maio". D. Luís recebeu-o muito bem e teve palavras amigas para o benemérito poveiro que, por seu turno, quis retribuir, entregando-lhe um lenço com beijinhos da praia da Póvoa: - Trago isto p’rós seus cachopos! (os cachopos eram os príncipes D.Carlos e D.Afonso).
O Rei riu-se e agradeceu-lhe a interessantíssima lembrança.
.
texto de SANTOS GRAÇA
in "A EPOPEIA DOS HUMILDES
.
Monumento a Cego do Maio, situado no Passeio Alegre, frente ao mar. Foi erigido por iniciativa de um grupo de poveiros residentes no Brasil e é da autoria do escultor portuense João da Maia Romão Júnior (1876-1949)
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo
AGUARDAR UNS BREVES MOMENTOS ENQUANTO O GARATUJANDO CARREGA
óleo sobre tela, de Bouguereau
.
óleo sobre tela, de Bouguereau
.
William A. Bouguereau (La Rochelle, 30 de Novembro de 1825 — La Rochelle, 19 de Agosto de 1905) foi um pintor francês.
Despretensioso e modesto, tornou-se um conceituado artista do século XIX e foi um membro de liderança do Instituto da França e presidente da Sociedade de Pintores, Escultores e Gravadores.
A sua reputação como pintor de temas mitológicos não faz justiça ao pintor de ternas mães, crianças e jovens raparigas. A maior parte destas obras foram pintadas na sua terra natal, La Rochelle, no jardim do seu estúdio.
En 1896, com 71 anos, desposou uma estudante de arte estado-unidense, Elizabeth Gardner, cujas pinturas mostram claramente a forte influência do seu mestre.
.
.
SONETO DE MAIOR AMOR
Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se a vê descontente, dá risada.
E que só fica em paz se lhe resiste
O amado coração, e que se agrada
Mais da eterna aventura em que persiste
Que de uma vida mal aventurada.
Louco amor meu, que quando toca, fere
E quando fere vibra, mas prefere
Ferir a fenecer - e vive a esmo
Fiel à sua lei de cada instante
Desassombrado, doido, delirante
Numa paixão de tudo e de si mesmo.
Vinícius de Maraes
.
Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes, ou Vinicius de Moraes, (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi um diplomata, jornalista, poeta e compositor brasileiro.
Poeta essencialmente lírico, o "poetinha" (como ficou conhecido) notabilizou-se pelos seus sonetos, forma poética que se tornou quase associada ao seu nome. Conhecido por também ser boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, Vinicius também era conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha casou-se por nove vezes ao longo de sua vida.
Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. No campo musical, o poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell e Carlos Lyra.
fonte WIKIPÉDIA
.
LIBÂNIA FEITEIRA
.
Técnica de colagem com tecidos e fios de seda
.
LIBÂNIA FEITEIRA
É licenciada pela Universidade de Viena em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Português / Francês).
Fez o Curso Geral de Teatro e o Curso Superior de Educação pela Arte no Conservatório Nacional de Lisboa. Viveu em Moçambique, na Alemanha, no Senegal, na Áustria e na Austrália.
Vive actualmente na Indonésia.
LIBÂNIA FEITEIRA colabora no GARATUJANDO com trabalhos literários na forma de “Contos”, - livro a publicar com o título “AQUI ENTRE NÓS”,- também com poesia falada e com trabalhos de criação artística, como os dois quadros que antecedem .
.
“Correntes d’Escritas”
está de volta à Póvoa de Varzim.
Entre 13 e 16 de Fevereiro desenrola-se a 9ª edição do mais importante encontro
de escritores de expressão ibérica, a nível nacional, que continuará a apostar na
proximidade entre público e escritores e no cruzamentoentre literatura e outras
artes, como o cinema ou o teatro.
Marcelo Rebelo de Sousa é o convidado.,deste ano para a Sessão de Abertura.
Político e professor de Direito, os seus conhecimentos académicos, políticos e
sociais fazem dele um dos mais importantes e conhecidos comentadores do país,
para o qual contribui também o programa da RTP1 “As Escolhas de Marcelo”, com
Maria de Flor Pedroso.
Licenciado pela Faculdade de Direito da Universidadede Lisboa, Marcelo Rebelo
de Sousa é também um ávido leitor, sendo ele próprio autor de várias obras, na
maioria ligadas ao Direito.
No campo das Letras, participou ainda na fundação do jornal Expresso, em 1973
e fundou o jornal Semanário, dez anos depois.
60 é o número de escritores confirmados,para participar nas mesas de debate, lançar livros ou visitar escolas do concelho, preenchendo um programa do qual consta ainda o lançamento do sétimo número da revista “Correntes d’Escritas”, cujo dossiê é dedicado a Eduardo Prado Coelho, a estreia do espectáculo “Cantata para o Honorável Bandido Chileno Joaquín Murieta” (versão musical a partir do espectáculo Fulgor e Morte de Joaquín Murieta, de Pablo Neruda) e a exibição dos filmes “Oxalá Cresçam Pitangas”, de Ondjaki e Kiluanje e “Netto e o Domador de Cavalos”, de Tabajara Ruas e no qualm participa Aurelino Costa como actor.
Este encontro de escritores inclui ainda a exposição fotográfica “Moçambique de Hoje”, de Luís de Almeida e uma Feira do Livro.
Correntes d’Escritas distingue-se também por atribuir dois importantes prémios literários a obras em prosa (nos anos pares) ou poesia (nos anos ímpares).
Ao Prémio Literário Casino da Póvoa, no valor de 20 mil euros,concorreram este ano 150 obras.
Ainda este mês o Júri apurará as 10 finalistas.
A concorrer ao Prémio Literário Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, no valor de 750 euros, destinado a jovens entre 15 e 18 anos, estão 46 trabalhos de 36 autores.
Os vencedores serão anunciados na Cerimónia de Abertura,no primeiro dia do evento e os prémios serão entregues a 16 de Fevereiro, na Sessão de Encerramento.
Decorrendo em vários espaços públicos da cidade, o Correntes d’Escritas tem como objectivo divulgar o Livro e a Leitura, proporcionando a autores e leitores a partilha de um espaço comum, confortável e informal.
Cumplicidade é, então, a palavra de ordem.
Correntes d’Escritas é uma organização da Câmara Municipal, que conta com as
Parcerias do Casino da Póvoa, da Norprint, do Novotel Vermar, da Notype e do
Instituto Cervantes, em cuja delegação de Lisboa decorrerá, mais uma vez, uma extensão do Correntes d’Escritas, no dia 19 de Fevereiro.
texto transcrito da FOLHA MUNICIPAL, onde foram também obtidas as imagem
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo,
A POESIA VISUAL DE RARINDRA PRAKARSA
Uma imagem pode transmitir sensações pela luz, pela cor, pela textura, e pelo conteúdo que mostre, mas se essa imagem é melhorada com detalhes técnicos que nos dão uma sensação de profundidade, de terceira dimensão a coisa já muda para o plano da perfeição. Esta é a técnica utilizada por Rarindra Prakarsa que após fotografar, trabalha determinados elementos para dar maior dimensão aos seus trabalhos.
CLICAR, PARA AMPLIAR, NOS DOIS SELIDES QUE SE SEGUEM, E NA IMAGEM
QUE APARECE JÁ AMPLIADA, CLICAR DE NOVO PARA AMPLIAR AINDA MAIS.
Se o leitor gostou das fotos ampliadas que viu e pretende ver mais, vá clicando nas miniaturas que se seguem, cliando sempre, de novo, na imagem ampliada que aparece, para a tornar ainda maior.
1 2 3 4 5 6
7 8 9 10 11 12
13
.
De nacionalidade indonésia, nascido em Jakarta, Rarindra Prakarsa é muito conhecido pela poética beleza das suas fotografias, duma inigualável magia.
Diz o artista – pois que de verdadeiro artista se trata – que o seu país, é local privilegiado para quem goste da arte de fotografar.
Mas Rarindra - cujos primeiros trabalhos datam de 1995 – com tocante modéstia não se considera fotógrafo profissional. O certo é que, sem dúvida, fotografaria bem em qualquer parte do mundo, dada a sua fina sensibilidade e a técnica que emprega na valorização dos seus trabalhos.
As imagens que puderam observar foram retiradas de um diaporama que um amigo me enviou, mas Rarindra tem uma galeria imensa de trabalhos, de temas variados, sempre com a mesma inexcedível qualidade.
Por isso GARATUJANDO voltará, seguramente, a mostrar mais imagens suas.
.
PRIMAVERA
SILENCIAR A MÚSICA DE FUNDO DO GARATUJANDO
O fado "Primavera" com música de Allan Oulman e letra de David Mousão-Ferreira, foi cantado por Amália em 1953 e constituiu uma inovação na época.
.
CAMANÉ
O primeiro contacto de Camané com o fado ocorreu um pouco por acaso, quando durante a recuperação de uma maleita infantil se embrenhou na colecção de discos dos pais e descobriu os grandes nomes do fado: Amália Rodrigues, Fernando Maurício, Lucilia do Carmo, Maria Teresa de Noronha, Alfredo Marceneiro e Carlos do Carmo...
Dessa altura até à vitória em 1979 do evento "Grande Noite do Fado" foi um passo. Na sequência desta participação gravou alguns trabalhos e efectuou diversas apresentações públicas.
.
.
TRADIÇÃO CADA VEZ MAIS ENRAIZADA
A festa dos afectos também em site da internet
“A festa do encontro de pessoas e afectos”, como já foi designada pela organização, começa a criar uma tradição cada vez mais enraizada na Póvoa de Varzim, conseguindo reunir largas centenas de pessoas no porto de pesca para lançar a flor branca ao mar.
Tudo começou no ano 2000, ano que foi proclamado pela ONU como o Ano Internacional para a Cultura da Paz, tendo a Câmara da Póvoa respondido a uma proposta mobilizadora de cidadãos, dando início a um simbolismo, que viria a alargar-se a cada ano.
Tudo começou no ano 2000, ano que foi proclamado pela ONU como o Ano Internacional para a Cultura da Paz, tendo a Câmara da Póvoa respondido a uma proposta mobilizadora de cidadãos, dando início a um simbolismo, que viria a alargar-se a cada ano.
A primeira iniciativa baseou-se em atirar uma flor branca ao mar, mas o Encontro pela Paz tem vindo a reunir pessoas também na Festa da Paz, que se realiza no Pavilhão Municipal, e no Cordão Humano, que também regista a participação de muitos poveiros.
Este ano, a novidade foi a Tocha da Paz, que percorreu as freguesias transportada por jovens atletas de todo o concelho.
No dia 1, a tradição de um minuto de silêncio foi acompanhada pela presença da Tocha da Paz, que foi acesa nessa ocasião. Foram largadas pombas, mais um símbolo da paz, e entoados trechos musicais.
A concluir, Mário Ferraz, deixou a informação de que já está em funcionamento um site dedicado ao Encontro pela Paz, em www.amigosdoencontropelapaz.com e que funciona como um espaço de troca de ideias e partilha de conhecimentos entre todos os elementos que se consideram amigos da Paz.
espigado do jornal A VOZ DA PÓVOA
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo,
Maria Helena de Toledo Capinzaiki
A Arte da Pintura em Seda
Maria Helena Capinzaiki, nasceu "em Gália (capital da Seda Pura)" - como a própria refere a sua naturalidade.
Vive em São Paulo - Brasil desde a infância, tendo completado os seus estudos na Pontifícia Universidade Católica.
Tem-se dedicado sempre a diversas formas de arte Porém, há 12 anos dedica-se exclusivamente à Pintura sobre Seda apresentando trabalhos de grande virtuosismo.
No seu atelier transmite, com método e sensibilidade o seu saber, aos alunos que pretendem iniciar-se naquela aliciante actividade ou aperfeiçoar os seus conhecimentos.
Eis alguns exemplos da sua arte admirável:
.
Diz-nos a artista:
" A História da seda, envolta em lendas e mistérios tão antigos, sempre exerceram sobre mim uma profunda fascinação. Sua magia, seu toque sensual e seu brilho raro, fazem com que o ato de pintar se transforme em um momento único e precioso.
As possibilidades que esta forma de arte apresenta são tão incontáveis que chegam ultrapassar o limite da imaginação. Continuo descobrindo novos métodos, técnicas e materiais, a cada novo dia, a cada novo trabalho.
A pintura sobre seda é um desafio, é uma experiência tão intensa que me faz entrar em um mundo mágico e inigualável. Permite uma liberdade de criação que em meus primeiros trabalhos chegou a me emocionar profundamente. Abandonei então todos as outras formas de arte para me dedicar exclusivamente a ela.
A luminosidade das cores unida à delicadeza do material fazem com que esse tipo de trabalho seja uma eterna renovação.
Vivo no Brasil, país tropical, de cores quentes de onde tiro a inspiração.
Uso em meus trabalhos métodos e técnicas do antigo batik, combinando com métodos contemporâneos."
Maria Helena Capinzaiki., trata as suas pinturas como a natureza cuida dos dias de nossa vida: As camadas sucessivas de tintas, das mais suaves e significativas, vão aguando o tecido - banhando-o, como se estivesse procurando a síntese das cores, a alquimia estética do cromatismo e suas relações com a existência humana.
E sintetiza:
"Cada cor convive e respira com a outra ao lado - respeito mútuo de tons e matizes, criando assim uma cumplicidade e transformando-a."
.
.
Com tecidos preciosos como a seda e o "Crêpe de Chine", nos quais aplica a sua arte com a técnica mais adequada a cada caso e utilizando tintas francesas flexíveis a vapor, Maria Helena Capinzaiki consegue lindas e elegantes toilettes.
-----------------------------
Os trabalhos desta notável artista podem ser vistos no seu site AQUI
e o seu contacto é mhd@uol.com.br
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo,
Hora |
ASSOCIAÇÕES e CLUBES
TEMAS POVEIROS
ARTESANATO
COMIDA TRADICIONAL POVEIRA
BACALHAU COZIDO COM SOPAS POR DEBAIXO
COSTUMES E TRADIÇÕES
O PESCADOR POVEIRO. USOS, COSTUMES, TRADIÇÕES E LENDAS.
RANCHO DE BELÉM RECRIA DESFOLHADA
SERÃO POVEIRO, NA FILANTRÓPICA
SECA DO PEIXE PARA CONSUMO PRÓPRIO
DIVERSOS
CULTURA
BIBLIOTECA - CASA DA CULTURA (1)
BIBLIOTECA - CASA DA CULTURA (2)
EVENTOS
CAPELA MARTA - Sarau na Filantrópica
FESTIVIDADES
LAZER E DESPORTO
PÓVOA DE VARZIM - Um mar de prazeres
PERSONALIDADES
PESCA
POVEIRAS NA TELEVISÃO
PRAIA DE BANHOS
PRAIA COM MAIS ZONAS UTILIZÁVEIS
RELIGIÃO
SOLIDARIEDADE SOCIAL
COLABORAÇÃO DE QUIM SANTOS -
PASSEIOS PELA MINHA CIDADE
RUAS DA MINHA CIDADE
COLABORAÇÃO DE LIBÂNIA FEITEIRA
COMENTÁRIOS
A PÓVOA NÃO PODE SER UMA FEIRA DE TRAPOS
ESTA SENHORA MALVADA QUE DÁ PELO NOME DE SOLIDÃO
A RTP E O NOSSO DIREITO À INDIGNAÇÃO
MARIA CUSTÓDIA, UMA MULHER QUE A VIDA NÃO QUEBROU
O QUE QUER DIZER A PALAVRA NORMAL?
REINVENTAR A VIDA NA FORÇA DO CREPÚSCULO
-
CONTOS
(Livro em preparação)
APRESENTAÇÕES PowerPoint
ALEXANDRA KOKOVINA- Toilettes de luxo
ARQUITECTURA DO MUNDO - motivos arquitectónicos
COSTA AMALFITANA paisagens italianas
HUMAN BODY ARTS flores feitas com corpos de mulher
LA BELLE ÉPOQUE - Trajo feminino
QUADROS