Estão a ser substituídas as placas toponÍmicas da cidade, que passam a ser em azulejo pintado.
Cada placa apresenta uma cercadura em azul escuro na qual, a branco, figuram siglas poveiras. Siglas são marcas tradicionais com que cada família de pescadores identifica os seus pertences.
No campo central da placa consta um artístico desenho relacionado com o nome da rua.
A concepção e feitura destas interessantes placas são da responsabilidade do artista poveiro Fernando Gonçalves (Nando)
Nascido na Póvoa de Varzim, em 1940, Nando revelou, desde cedo, o seu talento para as artes plásticas. Aos 14 anos começou a frequentar o curso de pintura da Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, fez, mais tarde, um percurso pela publicidade, ilustração, artes gráficas e decoração e chegou a trabalhar como desenhador para os tapetes de Beiriz. Em Angola, onde se instalou depois da conclusão do serviço militar obrigatório, colaborou com o jornal Notícia. Após o seu regresso a Portugal, o artista radicou-se na Póvoa de Varzim, onde tem um atelier de pintura. São seus os azulejos do magnífico painel que decora a entrada do Porto de Pesca. A sua carreira artística é diversificada, abrangendo artes tão diversas como a pintura, a escultura e a cerâmica, tendo trabalhos seus em vários países, como o Togo, França ou o Brasil, bem como em várias localidades portuguesas.
Seguem-se imagens de alguns exemplos das placas referidas:
A poita, cuja imagem consta como elemento decorativo nesta placa é uma espécie de âncora rudimentar, constituída por uma grande pedra entalada num dispositivo de madeira.
É usada quando, no fundo do mar do local onde o barco se encontra, existem rochas havendo, assim, o risco da âncora de ferro (mais valiosa em termos de custo) ficar presa de modo a não poder ser recuperada.
O elemento decorativo desta placa é consttuído pela imagem duma lancha poveira.
A lancha poveira era um barco de boca aberta, isto é, não tinha convés nem qualquer tipo de cobertura e media normalmente entre 10 a 12 metros de comprimento.
A tripulação era constituída por 20 a 30 homens conforme o tamanho da lancha, sendo que as maiores de destinavam à pesca no mar profundo –mais rentável pela melhor qualidade das espécies aí existentes -, e as de menor dimensão se ficavam por zonas mais próximas da costa.
Os homens que faziam parte dessas tripulações, os “lanchões”, constituiam a classe “rica” da população piscatória, O lanchão era, no dizer de Santos Graça, “ o fidalgo da tribo” e as suas famílias consideravam-se de “distinção dentro da colmeia”.
Vemos aqui o retrato de Eça de Queiroz, genial escritor nascido na Póvoa de Varzim a 25/11/1845 e falecido em Paris em 1900. Formado em Direito pela Universidade de Coimbra, foi jornalista, exerceu a advocacia e por fim ingressou na carreira diplomática tendo servido em Havana, Newcastel, Bristol e Paris.
Figura proeminente do Realismo em Portugal, pertenceu ao grupo "Os Vencidos da Vida", sendo a sua prosa caracterizada por uma inexcedível plasticidade de linguagem e uma clareza, elegância e musicalidade que o colocam entre os primeiros estilistas do idioma. A influência da sua obra tem sido extensa na literatura portuguesa e sul-americana, sendo na actualidade conhecido como um mestre e grande escritor universal.
A sua obra encontra-se traduzida em castelhano, francês, inglês, alemão, italiano, russo, checo, polaco e norueguês.
Obras principais: "O Crime do Padre Amaro" (1875), "O Primo Basílio" (1878), "A Relíquia" (1887), "Os Maias" (1888), "A Ilustre Casa de Ramires" (1900), "A Cidade e as Serras" (1901).
A Provisão Régia de D. Maria I é uma autêntica “certidão de nascimento” da Praça do Almada, que de resto, também teve os nomes de Praça Nova do Almada, Praça Nova, Campo da Feira e Largo da Feira. Espaço talhado e delimitado a norte da Calçada, entre finais do séc. XVIII e inícios do séc. XIX, foi-se modificando ao longo dos tempos, em forma, extensão, e mesmo em simetria.
É na sequência de um pedido dos moradores da Póvoa de Varzim, que D. Maria I expede, a 21 de Fevereiro de 1791, uma provisão ao corregedor Francisco de Almada e Mendonça, “... Que no Campo da Calssada (sic) se construa huma Praça ampla para os mercados e outros logradouros da Povoação e que nella se construão as obras com cazas
alpendoradas, Arvores, e hum chafariz nomeyo tudo na conformidade da Planta designada (desenhada) pello dito Tenente Coronel [Coronel Oudinott] …”, aprovando, desta forma, a pretensão dos ditos moradores, e encarregando-o de inspeccionar e administrar as respectivas obras.
Seria precisamente aquele homem, Francisco de Almada e Mendonça, filho de João de Almada e Melo (personalidade também notável, que foi Governador Geral da Província e da Cidade do Porto, e Presidente da Junta das Obras Públicas), que viria a dar o actual nome àquela Praça. Almada é um topónimo em sua homenagem – uma vez que foi
grande amigo da Póvoa de Varzim, tendo dado um grande impulso ao desenvolvimento futuro da nossa terra, foi a partir de 1851 que aquele espaço se passou a chamar Praça do Almada e que persiste até à actualidade.
Segundo acta da Câmara de 24 de Dezembro de 1807, neste espaço, foi construído e inaugurado, o então novo edifício da Casa da Câmara - os anteriores Paços do Concelho eram na rua da Consolação (actual rua da Conceição) – posteriormente ampliado em 1852 e reformado em 1908-1910; de resto, é onde ainda hoje estão instalados os Paços
do Concelho - Câmara Municipal.
A Praça do Almada acaba por passar por um novo arranjo que alterou o visual do seu espaço público,
João Pedro de Sousa Campos, foi prestigiado clínico poveiro, sendo o seu nome dado à antiga rua do Pelourinho em sessão camarária de 29 de Setembro de 1931.
João do Rio é o pseudônimo mais comum de João Paulo Emílio Coelho Barreto, escritor e jornalista brasileiro, que usou nomes como Godofredo de Alencar, José Antônio José, Joe, Claude, etc., escrevendo e publicando quase nada no seu próprio nome. Foi redactor de jornais importantes, como "O País" e "Gazeta de Notícias", fundando depois um jornal diário "A Pátria", que dirigiu até o dia de sua morte, Contista romancista, autor teatral (condição em que exerceu a presidência da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, tradutor de Oscar Wilde, foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito na vaga de Guimarães Passos. Entre outros livros deixou "Dentro da Noite", "A Mulher e os Espelhos", "Crônicas e Frases de Godofredo de Alencar", "A Alma Encantadora das Ruas", "Vida Vertiginosa", "Os Dias Passam", "As religiões no Rio" e "Rosário da Ilusão", que contém como primeiro conto a admirável sátira "O homem da cabeça de papelão". Nascido no Rio de Janeiro a 05 de agosto de 1881, faleceu repentinamente na mesma cidade a 23 de junho de 1921.
Joaquim Mouzinho de Albuquerque, militar e governador colonial português, nasceu a 12 de Novembro de 1855, na Batalha, e suicidou-se, a tiro de revólver, a 8 de Janeiro de 1902, em Lisboa.
Frequentou o curso de Cavalaria da Escola do Exército, vindo depois a alcançar o posto de tenente-coronel, colocado no Estado-Maior da sua arma. Seria abundantemente condecorado e tornar-se-ia ajudante-de-campo do rei D. Carlos.
A sua maior glória foi atingida nas campanhas de África do final do século. Mouzinho de Albuquerque deixou Lisboa para se incorporar nas colunas de operação contra os rebeldes dependentes do chefe vátua Gungunhana. Deu início a um dos acontecimentos mais arriscados da colonização europeia de África, que foi a captura, em Chaimite, daquele chefe tribal, no ano de 1895. A captura de Gungunhana, associada a uma vitória militar de Mouzinho em Macontene, em 1897, proporcionou aos portugueses a oportunidade de ocuparem toda a parte sul do território moçambicano. Mouzinho foi então nomeado para as funções de comissário-régio em Moçambique, mas viria a demitir-se do cargo, mais tarde, quando viu reduzidos os seus poderes.
Regressado à metrópole, Mouzinho foi escolhido para o modesto cargo de oficial-mor da casa real. No entanto, continuava a mostrar-se vocacionado para a guerra e o exército. Angustiado, não sabem os historiadores dizer exactamente porquê, Mouzinho escolheria pôr fim à vida.
Mouzinho de Albuquerque ficou reconhecido como uma das personalidade mais célebres da sua época, não só pelo episódio heróico em África, mas também pela força com que lutava nas organizações e actividades em que participava.
Para deixar o seu comentário, clicar na palavra I comentar I na linha abaixo.
Hora |
ASSOCIAÇÕES e CLUBES
TEMAS POVEIROS
ARTESANATO
COMIDA TRADICIONAL POVEIRA
BACALHAU COZIDO COM SOPAS POR DEBAIXO
COSTUMES E TRADIÇÕES
O PESCADOR POVEIRO. USOS, COSTUMES, TRADIÇÕES E LENDAS.
RANCHO DE BELÉM RECRIA DESFOLHADA
SERÃO POVEIRO, NA FILANTRÓPICA
SECA DO PEIXE PARA CONSUMO PRÓPRIO
DIVERSOS
CULTURA
BIBLIOTECA - CASA DA CULTURA (1)
BIBLIOTECA - CASA DA CULTURA (2)
EVENTOS
CAPELA MARTA - Sarau na Filantrópica
FESTIVIDADES
LAZER E DESPORTO
PÓVOA DE VARZIM - Um mar de prazeres
PERSONALIDADES
PESCA
POVEIRAS NA TELEVISÃO
PRAIA DE BANHOS
PRAIA COM MAIS ZONAS UTILIZÁVEIS
RELIGIÃO
SOLIDARIEDADE SOCIAL
COLABORAÇÃO DE QUIM SANTOS -
PASSEIOS PELA MINHA CIDADE
RUAS DA MINHA CIDADE
COLABORAÇÃO DE LIBÂNIA FEITEIRA
COMENTÁRIOS
A PÓVOA NÃO PODE SER UMA FEIRA DE TRAPOS
ESTA SENHORA MALVADA QUE DÁ PELO NOME DE SOLIDÃO
A RTP E O NOSSO DIREITO À INDIGNAÇÃO
MARIA CUSTÓDIA, UMA MULHER QUE A VIDA NÃO QUEBROU
O QUE QUER DIZER A PALAVRA NORMAL?
REINVENTAR A VIDA NA FORÇA DO CREPÚSCULO
-
CONTOS
(Livro em preparação)
APRESENTAÇÕES PowerPoint
ALEXANDRA KOKOVINA- Toilettes de luxo
ARQUITECTURA DO MUNDO - motivos arquitectónicos
COSTA AMALFITANA paisagens italianas
HUMAN BODY ARTS flores feitas com corpos de mulher
LA BELLE ÉPOQUE - Trajo feminino
QUADROS