Sábado, 14 de Abril de 2012
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SE EU PUDESSE ILUMINAR POR DENTRO

AS PALAVRAS DE TODOS OS DIAS

 

Se eu pudesse iluminar por dentro as palavras de todos os dias
para te dizer, com a simplicidade do bater do coração,
que afinal ao pé de ti apenas sinto as mãos mais frias
e esta ternura dos olhos que se dão.

 

Nem asas, nem estrelas, nem flores sem chão
- mas o desejo de ser a noite que me guias
e baixinho ao bafo da tua respiração
contar-te todas as minhas covardias.

 

Ao pé de ti não me apetece ser herói
mas abrir-te mais o abismo que me dói
nos cardos deste sol de morte viva.

 

Ser como sou e ver-te como és: 

dois bichos de suor com sombra aos pés.
Complicações de luas e saliva.

 

 

 

JOSÉ GOMES FERREIRA

 

José Gomes Ferreira (Porto, 9 de Junho de 1900 - Lisboa, 8 de Fevereiro de 1985) foi um escritor e poeta português, filho do empresário e benemérito Alexandre Ferreira e pai do arquitecto Raul Hestnes Ferreira e do poeta Alexandre Vargas Ferreira.
. Com quatro anos de idade mudou-se para a capital. O pai  fixou-se na actual zona do Lumiar, em Lisboa, tendo doado as suas propriedades para a construção da Casa de Repouso dos Inválidos do Comércio. José estudou nos liceus de Camões e de Gil Vicente, com Leonardo Coimbra, onde teve o primeiro contacto com a poesia. Colaborou com Fernando Pessoa, ainda muito jovem, num soneto para a revista Ressurreição .
   A sua consciência política começou a florescer também ela cedo, sobretudo por influência do pai (democrata republicano). Licencia-se em Direito em 1924, tendo trabalhado posteriormente como cônsul na Noruega. Paralelamente seguiu uma carreira como compositor, chegando a ter a sua obra "Suite Rústica" estreada pela orquestra de David de Sousa.
   Regressa a Portugal em 1930 e dedica-se ao jornalismo. Fez colaborações importantes tais como nas publicações Presença, Seara Nova, Descobrimento, Imagem, Sr.Doutor e Gazeta Musical e de Todas as Artes. Também traduziu filmes sob o pseudónimo de Gomes, Álvaro.
   Inicia-se na poesia com o poema Viver sempre também cansa em 1931, publicado na revista Presença. Apesar de já ter feito algumas publicações nomeadamente os livros Lírios do Monte e Longe, foi só em 1948 que começou a publicação séria do seu trabalho, com Poesia I e Homenagem Poética a António Gomes Leal (colaboração).
   Ganhou em 1961 o Grande Prémio da Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores, com Poesia II
   Em 1978 foi projectada em Lisboa pelo seu filho Raul Hestnes Ferreira a Escola Secundária de Benfica, que viria ser Escola Secundária de José Gomes Ferreira em sua homenagem.
   Tornou-se Presidente da Associação Portuguesa de Escritores em 1978 e foi candidato em 1979, da APU (Aliança Povo Unido), por Lisboa, nas eleições legislativas intercalares desse ano. Associou-se ao PCP (Partido Comunista Português) em Fevereiro do ano seguinte. Foi condecorado pelo Presidente Ramalho Eanes como grande oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada, recebendo posteriormente o grau de grande oficial da Ordem da Liberdade.
   No ano em que foi homenageado pela Sociedade Portuguesa de Autores (1983), foi submetido a uma delicada intervenção cirúrgica. Veio a falecer dois anos depois, a 8 de Fevereiro de 1985, vítima de uma doença prolongada. Em 1990, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Jorge Sampaio, descerrou uma lápide de homenagem ao escritor, na Avenida Rio de Janeiro, sua última morada.

 

 

 

 

  

  

 

 

                                A ARTE DE BREDA BURKE

 

   Internacionalmente reconhecida como uma pintora de retratos brilhante e sensível, classicamente treinada na Europa, Brenda Burke vê cada aspecto da vida como um desafio criativo.  Seus coleccionadores  aguardam àvidamente por cada nova série. A artista estuda os processos de trabalho  dos velhos mestres para criar novas e excitantes obras-primas contemporâneas.
   Ela embeleza os seus trabalhos com  estudos figura com tintas preparadas por si e cria peças magníficas nomeadamente flores com esmaltes de petróleo. Mistura cera derretida com as cores do petróleo dando um efeito deslumbrante aos  fundos de semi-nus, que normalmente  pinta  envolvidos em  laços, numa inspiração constantemente diversificada..
É mestre do realismo, tanto em retratos como e natureza morta, curiosamente um dos seus temas preferidos.
Brenda Burke divide seu tempo entre suas casas em Nova Orleans e na Inglaterra.
 Embora Brenda resida com sua família em Londres,  visita os Estados Unidos  sempre que está disponível, para pintar retratos pessoais para os interessados em  ter um retrato por encomenda.

São desta artista os dois trabalhos seguintes:

 

  

  

 

 

                                  A COSTA AMALFITANA

                                         (ITÁLIA)             

   Amalfi é uma comuna italiana da região da Campania, província de Salerno, com cerca de 5.421 habitantes. Estende-se por uma área de 6 km², tendo uma densidade populacional de 904 hab/km². Faz fronteira com Agerola (NA), Atrani, Conca dei Marini, Furore, Scala.

  Considerada uma das mais antiga Repúblicas marítimas, Amalfi, tinha desenvolvido intenso intercâmbio com Bizâncio e Egito. Os mercadores amalfitanos conquistaram dos árabes o monopólio do comércio mediterrâneo, fundando no século X a base mercantil da Itália meridional no Oriente Médio. Entre os testemunhos mais importantes da grandeza de Amalfi estão as "Tábuas Amalfitanas" (Tavole Amalfitane), um código que reunia as normas do direito marítimo que permaneceu válido por toda a Idade Média. Amalfi, que foi a máxima potência marítima, em 1137 foi saqueada pelos pisanos, enquanto estava envolvida por catástrofes naturais (grandes inundações) e anexada ao Reino Normando. Depois da conquista pelos normandos, Amalfi iniciou uma rápida decadência, sendo substituída por Nápoles em seu papel de potência mercantil.

   Vejamos alguns aspectos daquela turística região italiana:

 

                                      VER EM ECRÃ COMPLETO

 

 

 

                                 SANTOS GRAÇA

 

 ANTÓNIO DOS SANTOS GRAÇA, nasceu na Póvoa de Varzim em 16/01/1882 e faleceu em 07/09/1956.    
 Jornalista, etnógrafo e político, fundou em 1904 o semanário "O Comércio da Póvoa de Varzim" que dirigiu até 1924, data em que dá início à publicação sob a sua direcção do jornal "O Progresso". Estudioso das tradições populares, usos e costumes da comunidade marítima, constitui, em 1936, o Grupo Folclórico Poveiro e, em 1937, fundou e dirigiu até à sua morte o Museu Municipal de Etnografia e História. Foi dirigente político tendo ocupado diversos cargos públicos entre os quais os de deputado e de senador. 
 Destacou-se, também, no meio associativo local: foi um dos fundadores do Clube Naval Povoense; serviu na direcção de muitas colectividades (provedor da Santa Casa da Misericórdia, presidente da Associação Comercial) e fez parte do corpo auxiliar dos Bombeiros.
 Obras principais: "O Poveiro" (1932), "A Crença do Poveiro nas Almas Penadas" (1933), "Inscrições Tumulares por Siglas" (1942), "A Canção do Berço" (1945), "A Epopeia dos Humildes" (1952).

 É a vida e obra deste poveiro emérito que, por iniciativa do Pelouro da Cultura da Póvoa de varzim, vão ser evocadas na Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, com uma série de eventos que terão lugar de 19 de Abril corrente a 31 de Maio.

 

Eis o programa:

                                          

                                

 

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publicado por garatujando às 18:55
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