agosto 31, 2006




ARTESANATO POVEIRO



UM CASO SINGULAR DE HABILIDADE
E DE AMOR ÀS NOSSAS TRADIÇÕES




O Artesanato é essecialmente o próprio trabalho
manual ou produção de um artesão. Mas com a
mecanização da indústria o artesão é identificado
como aquele que produz objectos pertencentes à
chamada cultura popular.
in WIKIPÉDIA – A enciclopédia livre



Amaro Pereira da Silva era electricista encartado, canalizador e funileiro com oficina própria.
Faleceu em Janeiro do corrente ano com 80 anos de idade.

E se, como electricista e canalizador, era considerado profissional competente, foi na latoaria que se revelou como artesão de muito merecimento, produzindo peças que nos surpreendem pela habilidade e imaginação de quem as fez.

Duma prodigiosa capacidade laboral, deixou inúmeros exemplares da sua arte singular que enchem literalmente a sua casa desde o chão até ao tecto. Esta afirmação não é figura de retórica como se verá pelas imagens que vão seguir-se.

Amaro Pereira da Silva produzia, em folha de lata, réplicas de fachadas de edifícios públicos que, pelas suas dimensões não poderão classificar-se propriamente de miniaturas.
Nelas se pode admirar a perfeição do trabalho, o rigor das proporções, a minúcia dos pormenores que testemunham o gosto e o cuidado com que se empenhava naquilo que fazia.

Ao ver o pequeno mundo que é resultado da sua produtividade artesanal, fácil será compreender-se a dificuldade com que lutava para conservar amorosamente todas as peças que saíam da suas habilidosas mãos e que transformaram num autêntico museu privado a sua casa, na Rua do Salvado nº 1, em plena zona histórica da cidade.

Veja-se este exemplo:


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Num rápido olhar até poderia tomar-se como fotografia do Casino obtida antes das alterações ultimamente efectuadas.

E, no entanto, é uma réplica feita em chapa, com cerca de 2,00 X 1,00 mts., executada numa concepção tridimensional, isto é, com varandas, degraus da escada, dobras de parede, saliências arquitectónicas, tudo reproduzido à escala numa perspectiva impressionante de realidade

A forma como estão expostas as peças, condicionada pela exiguidade do espaço onde se acumulam caoticamente objectos de tipos diversos, numa amálgama sem critério apenas com intenção única de tudo conservar, não favorece, antes prejudica, a apreciação caso a caso do que se encontra exposto.

Com efeito, a imagem acima resulta duma depuração efectuada em que se “apagou” tudo o que estava em redor:


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Atente-se nesta imagem:


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Vemos aqui um aplique que depois de “depurado” do que tem em sua volta, toma este aspecto:



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Ressalvado o aspecto confuso da exposição motivado por imperativa falta de espaço, importa prosseguir na contemplação dos apreciáveis objectos artesanais que nos foram deixados por Amaro Pereira da Silva


Na confecção do aplique acima - que está ligado à corrente eléctrica e funciona -, foram utilizadas conchas de várias espécies, algumas das quais pintadas ao gosto do artesão.
O recurso a material oriundo do mar é uma constante que se verifica nos artefactos que decoram a casa toda.

Amaro Pereira da Silva não pertencia à classe piscatória mas teve durante toda a sua vida uma relação muito estreita com as gentes do mar.
Durante muitos anos residiu e teve a sua oficina na zona da Lapa, onde habita uma parte significativa dos nossos pescadores.

No seu mester de funileiro fazia cântaros em chapa, na época muito usados para carregar água do fontenário público (que aqui se designava vulgarmente por bica, ou cano) para as casas onde, então, não havia água encanada, Entre outros utensílios fazia baús, em que os pescadores levavam comida para a sua faina, e fazia também faróis (vulgo lampiões), com que, a bordo, se alumiavam por meio de uma vela de estearina colocada no seu interior.

Desta vivência com as gentes do mar terá Amaro adquirido hábitos comuns da classe, e a ideia de utilizar conchas como elementos de decoração terá vindo daí.
Nas paredes e tectos da sua casa, expressando um gosto muito suí generís, vêem-se numerosos ornamentos em que predomina este tipo de material:


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Outro pormenor que afirma a sua consonância com a classe piscatória, é a sua insistência em temas de carácter religioso. Na fachada da sua casa há um azulejo com a figuração da Sagrada Família – tão ao gosto da nossa pescaria - e nas réplicas que fez, em chapa, de fachadas de edifícios vêem-se representadas muitas igrejas:



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Aqui, a Igreja da Lapa
Pelo tamanho das paredes se poderá avaliar a dimensão dos objectos nelas colocados.
O exemplo presente fica ao fundo dum corredor.


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A igreja de S.José


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Sinal inegável da influência dos hábitos da classe piscatória na actividade de Amaro Pereira da Silva, estes apetrechos de pesca existentes na sua exposição: a poita e a baliza, em tamanho natural


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Aqui vê-se uma rosca de salvamento que tem sobrepostos, de forma cruzada, um bicheiro e um ganha-pão.


- bicheiro é um apetrecho destinado a “pescar” os polvos das concavidades existentes nos penedos, seu habitat natural.
- o ganha-pão destina-se a apanhar o que flutua na água do mar e serve também, se for de maiores dimensões, para a apanha de sargaço.


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Figuração ingénua duma cena marítima, usando sempre a chapa como material de trabalho.


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São Pedro patrono dos pescadores, redes, peixes . . . é uma autêntica casa de poveiros,


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O objecto pintado a vermelho é uma réplica, com mais de metro e meio de altura, do Farol de Regufe, situado no limite sul da cidade. O templo que se vê representado no ângulo superior direito é a Igreja Matriz.


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Capela de Nossa Senhora das Dores
No lado esquerdo vê-se em exemplar autêntico de baú, referido acima, que fazia parte dos artigos que Amaro Pereira da Silva produzia e comercializava.


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Igreja da Misericórdia


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Monumento aos Mortos da 1ª Grande Guerra Mundial (1914 -1918).


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Câmara Municipal


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Esta caravela está, toda ela –velas e casco – revestida de conchas de amêijoa.
A porta situada por detrás dá-nos uma ideia das dimensões deste trabalho.


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Grande parte dos tectos da casa está coberta por ornamentos deste género confeccionados com conchas. Cada um dos motivos está assente sobre uma base de platex aparafusada no lugar pretendido.

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Os temas marítimos constituem permanente fonte de inspiração na grande maioria dos trabalhos.
Independentemente do gosto de cada um, concordar-se-á que este recanto de tecto resulta de bonito efeito.


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No pequeno hall de entrada, esta âncora feita de tubo e chapa, adverte o visitante do tipo de decoração que prevalece na casa.


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Numa das paredes do seu quarto de dormir, Amaro Pereira da Silva instalou este feérico cenário de inspiração marítima.
Era um poveiro que, não sendo pescador, nutria pelas coisas do mar um acendrado amor como se o fosse.


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A Sra.D.Ana, dona da casa, - a quem agradecemos a prestimosa boa vontade com que nos recebeu - conserva com todo o desvelo os objectos criados pelo seu marido.

Atendendo a que a vida tem as suas mutações inexoráveis, julgo que seria do maior interesse que quem de direito tomasse a iniciativa de pôr a salvo de previsíveis contingências, um conjunto de objectos que tem, sem duvida, um inestimável valor artístico e mesmo turístico.
Para que se não perca, ingloriamente, na poeira do tempo tanta coisa que, feita por um poveiro, tanto nos diz das coisas da Póvoa.

Posted by carlosferreira14 at 06:48 PM | Comentários: (1)

agosto 30, 2006




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ARTE EM FOTOGRAFIA




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Chuva de prata2.jpg
foto de Ivone Peoples___________________________________________veraqui

CHUVA DE PRATA


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foto de Ricardo Gonçalves______________________________________veraqui

POLEN
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foto de Rui Bonito______________________________________________veraqui

CORES DE INVERNO


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foto de Joel Calheiros _________________________________________veraqui

PAISAGEM NATURAL






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POESIA



Chove a chuva e tu não vens... (Tristeza!)
... e os talheres... e os cálices de vinho
sobre a toalha, alvíssima de linho...
e as velas... (mas nenhuma foi acesa! )

... e as flores como parte da surpresa...
e alguém ansioso pelo teu carinho...
e a música ambiente... e o som baixinho...
e as duas taças de cristal na mesa...

... e as dobras, com amor, nos guardanapos,
cheias de ardis para teus dedos, guapos...
e as iniciais bordadas num cantinho...

... e a lareira onde o fogo já não arde...
Chove e faz frio... e tu não vens...( É tarde! )
Soubesses como dói jantar sozinho?!..

MIGUEL RUSSOWSKY

Poeta de muito nome no Brasil






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UM CONTO DE

LIBÂNIA FEITEIRA

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* LIBÂNIA FEITEIIRA
nasceu em 1950 na Póvoa de Varzim.
É licenciada pela Universidade de Viena em Línguas e Literaturas Modernas (variante de Português / Francês).
Fez o Curso Geral de Teatro e o Curso Superior de Educação pela Arte no Conservatório Nacional de Lisboa.
Viveu em Moçambique, na Alemanha, no Senegal, na Áustria e na Austrália.
Vive actualmente na Indonésia.
Libânia Feiteira tem colaborado com imagens de trabalhos seus sob o tema “Criatividade Artística” no Garatujando que conta, agora, também com a sua colaboração literária em forma de contos, sob a designação “Aqui entre nós”, título de um livro a publicar

Entretanto o GARATUJANDO publicou já os seguintes contos de Libânia Feiteira:

A Minha Princesa …………………………………….…...…..……. 1 Janeiro 06
Era o tempo ..................................................................................26 Janeiro 06
Não te largo mais a mão ………..……………..……….………. 7 Fevereiro 06
Os olhos da alma ………………………………...….……………… 17 Março 06
O Santo que lhe deu o nome ………………………...……………..15 Abril 06
O Mar………………………………………………………….….…….. 26 Junho 06


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AINDA BEM QUE VOLTASTE, MÃE


CAPS2.gifão três da manhã e não consigo dormir.
Como é que vou trabalhar amanhã?
A cabeça num turbilhão. O corpo desperto. Febril.
E as horas a passarem.
A angústia que cresce invariavelmente com o crescer da noite.
Se a luz do dia me traz a força, me empurra para a vida, a noite amarra-me ao passado, obriga-me a conviver com o medo e a dor. A noite vem sempre povoada de fantasmas que me enchem o quarto.
São dois ciclos diferentes. Demasiado distintos. Como duas vidas.
Não aguento mais este desgaste!!!
Procuro um livro.
Vou buscar água.
Acendo todas as luzes da casa para ir buscar um copo de água.
Regresso ao quarto.
Assim que entro, vejo-a.

A MINHA MÃE!
A minha mãe está sentada aos pés da minha cama!!!

Fico gelada. Penso, de repente, que estou a ficar louca. Não sei reagir, não articulo uma palavra. Esfrego o rosto. Esbugalho os olhos.
A minha mãe está ali!!
Sentada aos pés da minha cama.
As costas levemente curvadas. No rosto um sorriso antigo e bom.

MÃE!

Choro e rio.
Não sei se me aproxime.
Não sei se fuja.

A minha mãe sorri para mim.
É tão bonita! Nunca tinha reparado no quanto é bonita. Sorri-me com uns olhos doces, azuis, transparentes.

Chego-me a ela, devagar. De mansinho. Muito de mansinho não vá ela fugir-me!
Tem cinquenta anos a minha mãe.
Quero falar-lhe. Por isso se me movem os lábios.
Mas a minha voz não se ouve.
Fico paralisada. O corpo todo a arder em febre. O suor a escorrer, a enevoar-me os olhos.

E o tempo a arrastar-se, devagar, pesado, carregado de dores.
Até que, esvaída de forças, em surdina, consigo dizer-lhe com o deslumbramento comovido de a ter diante de mim:

Mãe…vieste!

Sento-me a seu lado. Olho-a, atónita, nos olhos.
Descubro-lhe no rosto riscos de um tormento que dantes não via.
Tento acalmar-me. Respiro fundo. Fico a olhá-la.
Cada minuto com o peso de uma hora.

Digo-lhe baixinho:

Mãe, eu sei, eu sei porque vieste. Não te inquietes, eu estou bem. Estamos todos bem.
O seu rosto não se altera. E eu caio num choro que não controlo.
Não podes falar, mãe. Eu sei.
Sorrio-lhe
Tu nunca foste de grandes falas, pois não? Atravessaste a vida sem tentares impor-te. Calaste dentro de ti todas as dores do mundo.
Nunca te fizeste ouvir. Como se uma parte de ti se tivesse apagado!
Porquê, minha mãe?
Ouve-me! Mãe, estás a ouvir-me?
Não te acuso de nada. Quero que saibas que sempre quis entender-te.
Foi muito difícil. Mas temos todos que descansar. Vamos conseguir, mãe!
Os seus olhos pedem-me que fale. Como se precisasse de me ouvir para se libertar. Para me libertar. Digo-lhe:

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© Todos os direitos reservados
Proc.nº 65/2006 IGAC






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ARRANJO URBANÍSTICO DA PRAÇA DO ALMADA
A Praça do Almada vai ser alvo de obras de renovação.
A Praça do Almada vai ser alvo de obras de renovação que têm como objectivo uma requalificação do espaço e a pedonalização parcial desta zona central da cidade.


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Recuperar o espírito subjacente às praças, que são espaços centrais das cidades e tradicionais locais de passagem e encontro dos seus habitantes, locais com conteúdo e vida, à volta dos quais, quantas vezes, se organizam as malhas urbanas, constitui outro dos objectivos da intervenção a realizar.
O resultado mais visível desta intervenção será o encerramento ao trânsito da parte norte da Praça, apesar de não se comprometer o acesso de viaturas de serviço e urgência a esta área, passando a circulação automóvel a fazer-se nos dois sentidos, no lado oposto. Quanto à imagem global, não sofrerá grandes alterações, uma vez que há a preocupação em preservar a memória do espaço.
Os pavimentos passarão a ser predominantemente constituídos por cubo de granito e calcário e lajedo de granito, mantendo-se, desta forma, uma coerência na utilização de materiais tradicionais desta região do país e que também já têm vindo a ser utilizados noutras obras de requalificação do espaço público urbano.
Haverá um aumento das zonas ajardinadas e serão também plantadas mais árvores, não só na placa central, como em algumas zonas de passeio, que circundam a Praça. A iluminação será reforçada através da colocação de novos candeeiros e o mobiliário urbano será igualmente renovado


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Antes de se passar aos arranjos de superfície, as obras começam pela remodelação e substituição das infra-estruturas de água, saneamento e escoamento de águas residuais, bem como pela intervenção nas redes de telecomunicações e electricidade.
Para intervir nesta área de cerca de 14 mil metros quadrados, as obras deverão prolongar--se, no mínimo, por nove meses e o resultado final será uma Praça do Almada renovada, com uma imagem apelativa, que não corta com o seu passado mais recente e que a integra melhor numa Póvoa de Varzim mais virada para os peões e que, nos últimos anos, tem vindo a ser alvo de intervenções semelhantes em várias artérias.


Transcrito do Portal Municipal da Povoa de Varzim
ver aqui





OUTRAS NOTÍCIAS



PRAIAS DA PÓVOA ESTÃO VERDES
Notícia: Depois de quase duas semanas com as praias interditas já se pode tomar banho no mar da Póvoa. Segundo as últimas análises feitas, as águas já se apresentam com qualidade boa e/ou aceitável. Apenas a Lada se mantém interdita. As bandeiras verdes voltaram a ser hasteadas.

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A SARDINHA FOI APREGOADA NA RUA DA JUNQUEIRA
Notícia: O comércio tradicional beneficiou de uma chamada de atenção dos transeuntes através da recriação de tradições poveiras pelo grupo Etnográfico “Tricanas Poveiras”, que trouxeram às ruas a “peixeira” e os “saloios”

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BRUNO MENDES, DE “ODIOSO” A FAMOSO
Notícia: Bruno Mendes é um actor poveiro com 23 anos, que começou no Varazim Teatro. A dada altura, resolveu seguir a carreira como profissional e ingressou na Companhia de Teatro do Noroeste de Viana. Filipe La Féria viu-o em palco e acabou por convidá-lo a trabalhar no Teatro Politeama, onde participou em três das suas peças, uma delas a famosa “Amália”. O seu trabalho mais recente foi o programa de televisão “O meu odioso e inacreditável noivo”, da TVI.

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DZRT PROMETEM ARRASAR DIA 28
Notícia: No próximo dia 28, pelas 22h00, o Estádio do Varzim acolhe um Mega Concerto dos DZRT. Este espectáculo ao vivo da banda dos “Morangos com Açúcar” terá muitas surpresas. A Rádio Mar e o Póvoa Semanário estão a apoiar em exclusivo este evento musical, promovendo passatempos com a oferta de bilhetes. Basta ligar 760 300 890 (Custo da chamada: 0,60 E+Iva). Os locais de venda de bilhetes para o concerto são os seguintes: Estádio do Varzim, Bar Diana bar, Posto de turismo, e Casa da Juventude. Norberto Cunha é o responsável pela organização deste concerto da banda mais famosa, actualmente, por entre os adolescentes e deu conta nesta entrevista de todos os preparativos para trazer à Póvoa os DZRT.

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FALTA PÚBLICO PARA TEATRO
Notícia: São jovens e apesar de terem percursos profissionais diferentes, têm em comum o gosto pelo teatro. Participaram, recentemente, na feira medieval de Santa Maria da Feira. Uma experiência quem veio valorizar, ainda mais, o currículo dos actores que se queixam do facto de Vila do Conde ainda não ter um público fiel para o teatro. Ao contrário do que existe na Póvoa

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CAMISOLAS DE PESCADOR PELAS MÃOS DE MARIA ELISABETE
Notícia: O posto de turismo da esplanada do Carvalhido recebe entre 18 e 24 de Agosto uma exposição de Maria Elisabete Assunção que tem como tema “Camisolas de Pescador e Camisolas Poveiras”. Começando a comercializar as camisolas quando se encontrou desempregada, a artesã fala-nos um pouco da camisola Poveira e da sua origem que remonta ao séc. XIX

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Estas Notícias Foram Fornecidas Pelo Jornal Póvoa Semanário
Para mais informações visite o site em www.povoasemanario.pt
© www.povoadevarzim.com.pt - 2003

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Para ver o “PÓVOA SEMANÁRIO”, clicar aqui
Para ver o PORTAL PÓVOA DE VARZIM, clicar aqui






A PÓVOA EM IMAGENS




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foto de HVG, a quem agradeço a gentileza


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DOIS ASPECTOS DA PRAIA DE BANHOS


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agosto 25, 2006





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ARTE EM FOTOGRAFIA



Senhor da Pedra.jpg
foto de mvvarzim ______________________________________________ver aqui

SENHOR DA PEDRA




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foto de Renata Alvarenga Sousa _________________________________ver aqui

ÁRVORE VERMELHA




Sol vermelho nas arvores1.JPG
Sol vermelho nas arvores2.jpg
foto de Camila Maciel __________________________________________ver aqui

PAISAGEM NATURAL




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Flor que engana2.jpg
foto de Filipe Moreira DaSilva ___________________________________ ver aqui

FLOR QUE ENGANA
(designação de origem)







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POESIA




TERNURA


Desvio dos teus ombros o lençol
que é feito de ternura amarrotada,
da frescura que vem depois do sol,
quando depois do sol não vem mais nada ...

Olho a roupa no chão: que tempestade!
Há restos de ternura pelo meio,
como vultos perdidos na cidade
onde uma tempestade sobreveio …

Começas a vestir-te lentamente,
e é ternura também que vou vestindo,
para enfrentar lá fora aquela gente
que da nossa ternura anda sorrindo …

Más ninguém sonha a pressa com que nós
a despimos assim que estamos sós!

DAVID MOURÃO-FERREIRA

David Mourao Ferreira.jpg
Escritor e professor universitário português, natural de Lisboa, David Mourão-Ferreira licenciou- -se em Filologia Românica em 1951
Foi Poeta, romancista, crítico e ensaísta.
Na sua poesia evoca permanentemente a figura da mulher e é constante a sua alusão ao amor, sendo considerado como um dos poetas do erotismo na literatura portuguesa
Recebeu, em 1996, o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores
David Mourão-Ferreira escreveu poemas para fados, muitos deles interpretados por Amália Rodrigues.


Ouçamos este sugestivo poema dito pelo próprio autor
Clicar aqui








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ARTE EM PINTURA




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The Finding of Moses
Óleo sobre tela, 1904

Autor: SIR LAWRENCE ALMA-TADEMA (1836-1912)







ARTESANATO POVEIRO


MINIATURAS DE BARCOS



O artesanato poveiro consta, essencialmente de Camisolas Poveiras, Ouriversaria / Prataria, Tapetes de Beiriz, Tapetes de Trapo; Trabalhos em Linho, Trabalhos com conchas, com godos e com algas; Miniaturas de Embarcações e de Apetrechos de pesca.

Já aqui falamos da Camisola Poveira, de artesanato artístico de ouro e prata, de trabalhos feitos com coisas do mar e, miniaturas de barco e de apetrechos.

Hoje venho falar-vos de mais um artesão que se dedica a miniaturas relacionadas com a pesca.

Carlos Gonçalves Regufe é descendente de gente do mar.
Iniciou a sua vida profissional como carpinteiro, tendo nesse mester trabalhado vários anos na Venezuela. Dali foi para o Brasil onde voltou às suas raízes : fez-se pescador.

Regressou à sua terra em 1976 e, na pacatez dos seus 79 anos, ocupa agora o tempo a fazer miniaturas dos barcos que fizeram parte do ambiente em que foi criado.

Na sua casa, tem uma pequena e airosa oficina, que é o seu refúgio. E aí, com as ferramentas apropriadas, trabalha a madeira dando-lhe as formas miniaturais de barcos, em réplicas perfeitas que são autenticas prendas e habilidade e saber.

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A oficina é um autêntico estaleiro naval em miniatura, com vários barcos em processo de construção, uns ainda na fase inicial apenas com a quilha e as cavernas, outros já mais adiantados e ainda outros já em fase de acabamento.



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Regufe 023.jpg



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De momento Carlos Regufe não tinha nenhum barco acabado, porque os que faz, tomam logo dono.



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Carlos Regufe junta a aptidão adquirida na sua primeira profissão com os conhecimentos de tudo quanto se relaciona com a pesca, e agora que dispõe do todo o tempo que lhe proporciona a sua situação de reformado, dá largas a uma vocação que se lhe manifestara em criança.
Ainda na idade de brincar, entretinha-se a fazer pequenos barquinhos de cortiça, que punha a flutuar na água do mar, à beira do qual passou a sua infância.

O fascínio do mar, herança ancestral do poveiro, está sempre presente no seu espírito em todas as situações da vida.







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PÓVOA DE VARZIM EM IMAGENS




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A baixa da cidade vista do mar


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A Póvoa renova-se e cresce num ritmo acelerado. Prédios modernos surgem por toda a parte.


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Posted by carlosferreira14 at 11:26 AM | Comentários: (1)

agosto 23, 2006





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ARTE EM FOTOGRAFIA




Passarada.jpg


Colibri1.JPG
Colibri2.jpg


Mar e barcos.jpg







Separador QLiba.GIF


CRIATIVIDADE ARTÍSTICA




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Mais dois trabalhos de LIBÂNIA FEITEIRA







PLACAS COM PIADA





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UM CONTO DE

RAMALHO ORTIGÃO



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A PRIMEIRA TEMPESTADE

(CONFIDÊNCIAS DE UM ANÓNIMO) 1.


Havia um ano que eu estava casado. Essas doze luas de mel tínhamo-las passado no campo em uma casa encantadora, propriedade de minha mulher, situada ao pé de um lago, rodeada de uma daquelas florestas de abetos, que são a mais bela árvore das montanhas. O andar térreo abria em vidraças sobre os jardins cercados de uma granja. Proporcionavam-se-nos excelentes caçadas ao cabrito e partidas de pesca no lago. A nossa carruagem era puxada pelos mais sólidos trotadores de Meclemburgo. Minha mulher tinha um burrinho lazão com alforges de lã encarnada aos listões pretos, no qual ela percorria a aldeia levando pequenos enxovais às crianças pobres. A nossa paisagem era cheia dos doces murmúrios da água, do canto das aves nas sombras e do mugir dos bois, ao fim da tarde, à porta dos currais de esguios tetos de colmo cobertos de pombos. Nos apartamentos da casa ondulavam em grossas pregas moles os estofos confortáveis. Tínhamos quadros originais de Wilmens, de Meissonier e de Knauss, e óptimos livros na nossa biblioteca de antigo carvalho esculpido.

Não obstante ao fim do ano eu sentia-me ligeiramente aborrecido. Achava-me no período pletórico da felicidade. Experimentava como a vaga urgência de sangrar a minha pacificação doméstica. A permanência e a imobilidade do bem-estar engrossavam-me o paladar e davam-me tonturas.

Os meus amigos, que eu recebera como amáveis impertinências nos primeiros tempos do meu noivado, tinham deixado inteiramente de me visitar e até de me escrever. Na minha isolação, frente a frente com os encantos de minha mulher, os interesses do amor, que ninguém me contestava e que ninguém me desdizia, principiavam-me a parecer-se com as partidas de bilhar, que eu de quando em quando jogava comigo mesmo. Entravam a comer-me curiosidades burguesas de lojista retirado. Tinha enchido a casa de barómetros, de termómetros e de pluviómetros; sabia sempre de que lado estava o vento; mandara pôr no jardim uma meridiana com um pequeno obus, e todos os dias depois de almoço, entre o meu segundo e o meu terceiro charuto, ia acertar pelo sol o meu relógio e todas as pêndulas da casa; conseguira levar até mais de meio a leitura seguida da História Universal de Cantu, e - sintoma pavoroso - assinava os jornais - e lia-os!

para continuar a leitura deste conto, clicar aqui

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RAMALHO ORTIGÃO
Escritor, jornalista, bibliotecário da Biblioteca da Ajuda, oficial da secretaria da Academia Real das Ciências, etc.
N. no Porto a 21 de Novembro de 1836, sendo filho do professor Joaquim da Costa Ramalho Ortigão, oriundo duma nobre família do Algarve.
Fez os seus estudos preparatórios no Porto, e dedicou-se também ao magistério como seu pai. Leccionou no colégio da Lapa, que seu pai dirigia, e sentindo uma grande inclinação para as letras, entrou para a redacção do Jornal do Porto, tomando a seu cargo a secção noticiosa e folhetim. Naquela folha colaboravam então os políticos mais em evidência. Ramalho Ortigão logo se afirmou um espírito cintilante e pitoresco, revelando as altas qualidades que lhe deviam dar nas letras um lugar tão especial. Lançado na vida do jornalismo, e tendo sido nomeado oficial da Academia Real das Ciências, veio em 1879 para Lisboa estabelecer definitiva residência.
fonte:
Portugal – Dicionário Histórico







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POESIA




SONETO

Amo com toda a força de meu ser.
Amo a beleza, a arte, uma canção.
Amo o eterno desejo de vencer.
Amo os versos que vem do coração!

Amo as flores, é grande o meu querer.
Amo essa amarga e triste solidão.
Amo os sonhos que estou sempre a tecer.
Amo o infinito em sua imensidão!

Amo também a morte, dura e fria.
Amo na morte, toda a ausência e dor.
Amo meu mundo em meio à fantasia!

Amo a tristeza, e mais, amo a alegria.
Amo a vida e esse mundo encantador.
Amo o amor, amo a paz, amo a poesia!

GISLAINE CANALES
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Nasceu em Herval/RS/BR, em 20/04/38. Divorciada. Quatro filhos. Sete netos. Bacharel em Pedagogia e Licenciada em Didática, Poetisa, Trovadora. Glosadora, Pescadora, com o nº de registro 0300862-21. Possui trovas classificadas em inúmeros concursos. Pertence a várias Instituições Literárias do Brasil e Exterior. Membro benemérito do Centro Cultural, Literário e Artístico da Gazeta de Felgueras/Portugal.











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PÓVOA DE VARZIM




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A NOTICIA DA SEMANA
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MORREU MANUEL LOPES
(1943-2006)

2006 tem-se mostrado fatídico para a cultura poveira: depois do Dr Jorge Barbosa, do Monsenhor Manuel Amorim e do Coronel Martins da Costa, temos a lamentar agora o falecimento de Manuel Lopes. Quatro prestigiadas figuras cujo desaparecimento num curto espaço de tempo deixa a Póvoa mais pobre.

Manuel Lopes era estudioso incansável da História local, homem dum saber enciclopédico, promotor de inúmeras iniciativas de carácter cultural O seu “poveirismo” e a sua capacidade de trabalho perdurarão na lembrança dos seus muitos amigos espalhados por toda a parte e especialmente nesta cidade onde nasceu e que tanto amou..


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OUTRAS NOTÍCIAS

SALMONELAS CRIAM CONFUSÃO NA PÓVOA
O aparecimento de salmonelas nas águas do mar da Póvoa de Varzim levou a Delegação de Saúde a interditar a maioria das praias da zona urbana da cidade. O PS acusou, entretanto, a Câmara de inércia na questão do tratamento de esgotos. Mas, a autarquia garantiu que não há esgotos a desembocar no mar. Entretanto, a delegada de Saúde afirmou que as salmonelas têm origem nos esgotos. Apesar de serem muitas as informações contraditórias, é certo que esta semana, a interdição não vai ser levantada.
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FEIRAS TÊM QUE SERVIR, PARA AS PESSOAS SE ESBARRARREM NOS LIVROS
Notícia: “Talvez não haja na nossa infância dias que tenhamos vivido tão plenamente como aqueles que pensamos ter deixado passar sem vivê-los, aqueles que passamos na companhia de um livro preferido”. (Marcel Proust) Na cidade da Póvoa de Varzim os livros são uma constante na agenda anual da Câmara Municipal. Através das Bibliotecas de Praia, as apresentações e lançamentos de livros e as Correntes d’ Escritas a edilidade dá ênfase à política cultura a que se propôs. A Feira do Livro, que hoje termina, é a prova disso. Com 150 editores presentes em 45 stands e dois alfarrabistas, as vendas foram significativas e os visitantes aplaudiram a iniciativa que já contabiliza décadas. É o caso de Luís Vasquez que é natural de Vila do Conde e estava de visita à feira. O também professor de matemática contou que lê muito, algo que faz sempre que tem “tempo livre”. O que gosta de ler? “Clássicos, prémios nobel, livros de física, de matemática e geometria descritiva”. À feira do livro da Póvoa veio na procura de “uma literatura mais leve, de férias”. Sobre esta mostra, disse ser , “muito variada e com bons livros”. Algo que considera importante tanto mais que “pode estimular os alunos a lerem obras de bons autores portugueses”. Para Luís Vasquez os jovens deveriam ler mais autores portugueses como “Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Júlio Dinis, entre outros”.
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POVEIRO AGARROU PEIXE DE 80 QUILOS
Notícia: O poveiro Ricardo Maio, que tem como a pesca submarina, trouxe para terra uma captura invulgar, um peixe com 80 quilos. Após um dia de pesca submarina, no final de Julho, que, à partida se assemelhava a muitos outros, Ricardo Maio acabaria por conseguir apanhar um peixe gigante ao largo de Vila do Conde. Este peixe, um Luvarus imperialis, jamais havia sido visto na zona costeira, sendo conhecido pelos pescadores como boquinho ou peixe-sol. Depois de sete horas de mergulho exaustivo e sem grande sucesso, o poveiro avistou ao fim da tarde o grande peixe, com um peso de 80 quilos e comprimento de 160 centímetros, aproximadamente. A temperatura rondava os 15 graus e a água apresentava uma visibilidade de 8 a 12 metros. No último mergulho da tarde, o pescador submarino estava a pescar num fundo que ia dos 13 aos 18 metros e foi aí que avistou o peixe. O disparo deu-se a meia água, a mais ou menos 8 metros. Ricardo Maio ficou bastante surpreendido com o tamanho do pescado e, apesar da sua experiência, não conseguiu na altura identificar a espécie da sua presa nem a sua origem. “A parte mais difícil não foi a captura, mas sim colocá-lo dentro do barco”, referiu o mergulhador, que contou com a ajuda do seu irmão Luís Maio, que aguardava no barco pelo seu regresso. Assim, juntos acabaram por conseguir puxar o peixe, que ainda resistia, para o barco. Quando chegaram à Marina da Póvoa de Varzim, dividiram o peixe pelos amigos.
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DZRT NO ESTÁDIO DO VARZIM DIA 28
Notícia: No próximo dia 28, pelas 22h00, realiza-se um Mega Concerto dos DZRT, no estádio do Varzim. Este espectáculo ao vivo da banda dos “Morangos com Açúcar” terá muitas surpresas. A Rádio Mar e o Póvoa Semanário, que apoiam em exclusivo este evento musical, estão a promover passatempos com a oferta de bilhetes. Os interessados devem ligar 760 300 890 e, a cada 30 chamadas, atribuímos um bilhete. Custo da chamada: 0,60 E+Iva). Os locais de venda de bilhetes para o concerto são os seguintes: Estádio do Varzim, Bar Diana bar, Posto de turismo, e Casa da Juventude.

Estas Notícias Foram Fornecidas Pelo Jornal Póvoa Semanário
Para mais informações visite o site em www.povoasemanario.pt
© www.povoadevarzim.com.pt – 2003
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IMAGENS


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A MARINA DA PÓVOA DE VARZIM resulta de um projecto de turismo de qualidade e constitui um pólo dinamizador duma cidade em franco desenvolvimento.

É uma Marina moderna e a sua situação geográfica faz dela uma paragem para embarcações que naveguem ao longo desta costa ocidental da península.

É óptima para quem se dedica a desportos náuticos, e como está localizada em zona abrigada pelas defesas do posto de pesca em cujo espaço está inserida, oferece seguro pouso para as numerosas embarcações de recreio que ali se encontram fundeadas.



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A FEIRA DO LIVRO, que decorreu de 2 a 16 de Agosto corrente contou com a presença de mais de uma centena de editoras distribuídas por 45 stands, constituiu um evento de enorme sucesso para o que terá contribuído um conjunto de factores favoráveis: a proximidade do mar em época estival, o facto da cidade se encontrar pejada de veraneantes, as ofertas literárias e o bem elaborado programa de animação cultural em que se destacaram apreciadas ofertas.



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agosto 18, 2006



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ARTE EM FOTOGRAFIA




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Algures na longínqua China


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Radiografia a corpo inteiro de mulher grávida


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A natural adaptação do bebé recém nascido ao elemento líquido, já que a sua gestação decorreu num meio semelhante.

fotos de autores desconhecido



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POESIA




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VELHICE

Vô contá como é triste, vê a veíce chegá,
Vê os cabelo caíno, vê as vista encurtá
Vê as perna trumbicano, com priguiça de andá
Vê "aquilo" esmoreceno, sem força pra levantá.

As carne vão sumíno, vai pareceno as vêia
As vista diminuíno e cresceno a sombrancêia
As oiça vão encurtando, vão aumentano as orêia
Os ovo dipindurano e diminuíno a pêia.

A veíce é uma doença que dá em todo cristão
Dói os braço, dói as perna, dói os dedo, dói a mão
Dói o figo e a barriga, dói o rim, dói o purmão
Dói o fim do espinhaço, dói a corda do cunhão.

Quando a gente fica véio, tudo no mundo acontece
Vai passano pelas ruas e as "minina" se oferece
A gente óia tudo, benza Deus e agradece,
Correno ligeiro pra casa, ou procurano o INSS.

No tempo que eu era moço, o sol prá mim briava
Eu tinha mil namorada, tudo de bão me sobrava
As minina mais bonita da cidade eu bolinava
Eu fazia todo dia, chega o bichim desbotava.

Mas tudo isso passô, faz tempo, ficô pra tráis
As coisa que eu fazia, hoje num sô capaiz
O tempo me robô tudo, de uma maneira sagaiz
Pra falá mesmo a verdade, nem trepá eu trepo mais.

Quando chega os setenta, tudo no mundo embaraça
Pega a muié, vai pra cama, aparpa, beija e abraça
Porém só faiz duas coisa:
sorta peido e acha graça.


Poesia Caipira, poema e imagem de autor desconhecido gentilmente cedidos por MM.
Ver aqui







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DESENHOS MEUS



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Desenho feito em 1998 com o velhinho Autodesk Animator, agora em desuso.







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UM POVEIRO
COLECCIONADOR DE CONCHAS

UMA DAS MAIORES E MAIS VALIOSAS
COLECÇÕES DO GÉNERO NO PAÍS




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foto publicada no jornal “A Voz da Póvoa”,
de 05.O8.2004


Fernando Faria Novo é poveiro nascido e criado à beira mar.
Fez a sua vida profissional – desenhador dos Correios e Telecomunicações - em Moçambique, na zona de Nampula.

Ali, na conhecida Praia das Chocas, nasceu o seu interesse pela “conquililologia” – alguns dirão “concologia” - já que a região onde viveu e trabalhou é, pelas suas condições naturais, muito rica em moluscos e, nomeadamente, em conchas das mais variadas espécies.

Iniciou a sua colecção por influência dum seu amigo – o engenheiro Amarílio Ramalho – com quem, sempre que tinha oportunidade, se dedicava à recolha e estudo de conchas que abundam naquele litoral. Contou sempre com a colaboração de outros amigos residentes na costa, que prestimosamente lhe guardavam espécimes que obtinham dos pescadores nativos.

Mas foi com um alemão, Joaquhim Kurt Grosh, que se havia fixado na Praia das Chocas depois da II Gurerra Mundial e era profundo conhecedor desta matéria, que Fernando Novo haveria de aprender todos os fundamentos e pormenores necessários para organizar a sua colecção e ordenar os espécimes por classes, famílias e variedades, segundo os preceitos da Macologia, que é um ramo da Zoologia.



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Fernando Novo tem a sua valiosa colecção ciosamente guardada em gavetas dum móvel apropriado. Mas o seu gosto pela conquiliologia está patente por toda a casa.


A colecção compõe-se duma enorme quantidade de exemplares que vai desde as conchas mais simples às mais exóticas, com as suas variadíssimas formas, desenhos e cores.


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Esta é designada por “Conus Julieandreae” , e é uma oferta do alemão Kurt Grosh.


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Esta espécie, Fusinos Rutilus, chegam a atingir 180 mm. de comprimento


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“Clanculos” – espécie que se cria no meio do coral de Pemba, (Porto Amélia) – Moçambique


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Lambis Violácea – espécie rara desta família
apanhada na praia de Quissimanjulo – norte de Nacala, Moçambique


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Emarginula Christiasensi


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Astrea – obtida no coral de Pemba –(Porto Améla) – Moçambique


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Todas as conchas estão perfeitamente identificadas e classificadas



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Fernando Novo não se limita a “juntar” conchas. .Aprendeu a tratá-las e conservá-las. .
Estudioso nesta área, com os conhecimentos que adquiriu sabe identificá-las pelas suas designações eruditas, conhece as espécies que se criam e como vivem nos diversos oceanos e os locais onde se encontram com mais frequência.

Segundo o coleccionador, alguns dos exemplares que possui valem, pela sua raridade, centenas de contos cada um.

Fernando Novo cedeu à Câmara Municipal uma parte da sua colecção, que se encontra exposta num dos seus postos de Turismo (Avenida Mouzinho de Albuquerque)

Esta valiosa colecção tem sido referida em jornais e em publicações da especialidade.




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PÓVOA DE VARZIM EM IMAGENS




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A garrulice das crianças na alegria da praia



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agosto 16, 2006




FESTAS

DA

SENHORA DA ASSUNÇÃO




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15 de Agosto é “DIA GRANDE” na Póvoa de Varzim.

Agosto é o mês balnear por excelência com uma população flutuante que quintuplica a população residente mercê dos muitos milhares de pessoas que aqui se encontram a passar as suas férias.


Nesse dia, mais gente ainda - muitos milhares -, vem de toda a parte para assistir às Festas em honra de Nossa Senhora da Assunção que, como é uso em Portugal nas festas de raiz popular, além das solenidades litúrgicas têm a sua componente profana.


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Igreja de Nossa Senhora da Lapa


Num hábito que se vai perdendo com o correr dos tempos, não há ainda muitos anos que a Póvoa era ponto obrigatório de destino de inúmeras camionetas com divertidos grupos excursionistas, vindos dos pontos mais diversos do País, que se auto designavam com os nomes mais bizarros, de pendor humorístico, escritos em faixas de pano fixadas de forma bem visível no exterior dos veículos. Lembro, por exemplo “ O Molha o Bico” e o “ Grupo Excursionista Trocopasso”, entre outros.
Alguns destes grupos excursionistas traziam, no tejadilho da camioneta, altifalantes que reproduziam música popular em voga na época e, não raro, faziam ouvir “O mar enrola na areia” – do Grupo Folclórico Poveiro – em homenagem à nossa Terra.
Estes excursionistas, que se quotizavam ao longo do ano para custear esse passeio, saiam de madrugada das suas terras e, num percurso turístico pré determinado, rumavam à Póvoa para assistirem às Festas da Assunção, finalidade última do seu itinerário.

E era vê-los, alguns logo pela manhã, a chegar num incontido alvoroço, carregando cestos e garrafões de onde, horas mais tarde, no areal ou nos jardins, sacavam dos saborosos e bem fornecidos farnéis com que se refastelavam alegremente.
Muitos, mormente os de origem rural, traziam violas, acordeões e outros instrumentos, e contribuíam, com a sua música e os seus cantares, para o ambiente de franca alegria que a cidade vivia


Ao saírem das respectivas camionetas, os excursionistas eram imediatamente assediados pelos fotógrafos ambulantes, com as suas primitivas máquinas de tripé, para a fotografia da praxe - "o retrato à la minute" , como era vulgarmente designado - e que servia “para mais tarde recordar”.


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Nesse tempo havia seis ou sete destes profissionais que tinham na época balnear o seu “S.Miguel”. Angariavam o seu meio de subsistência junto destes forasteiros excursionistas e calcorreando durante o dia inteiro toda a extensão do areal pejado de banhistas fazendo ouvir o seu pregão: “Tirar o retrato…”
Alguns eram parentes entre si e, na boa tradição poveira, eram conhecidos pelas suas alcunhas de família: o Rato, os Cadeireiros, os Barateiros …


As Festas da Assunção têm a sua origem na devoção do pescador pela Senhora, sua padroeira e protectora.


Data de 1782 - há, portanto, 224 anos – a referência à primeira Procissão, modesta, com três andores apenas, realizada pela então Confraria da Lapa, actualmente designada por Real Irmandade de Nossa Senhora da Assunção.
O evento foi ganhando importância ao longo do tempo, e transformou-se na festa grande dos pescadores, com características próprias e inconfundíveis das gentes do mar, que teve o seu apogeu há algumas dezenas de anos atrás .


Nessa altura a frota poveira de pesca era muito numerosa e cada barco tinha a “Rede da Senhora” iniciativa piedosa criada pela religiosidade de homens que labutavam em permanente perigo de vida..
O produto dessa rede revertia na proporção da sua importância - lanchas e barcos sardinheiros -, a favor da Irmandade que, por via dessa contribuição, se tornou na mais próspera e rica da Póvoa.


Nossa Senhora da Assunção é a padroeira dos pescadores poveiros. No seu dia nenhum barco saía para o mar.
Fundeados no porto de abrigo, os barcos eram briosamente engalanados com antigos lenços estampados, de merino – o chamado lenço chinês - de vistosas cores, que faziam parte da indumentária da mulher do pescador. Eram, neste dia festivo, presos às cordas dos mastros onde, quais festivas flâmulas, drapejavam galhardamente. Tratava-se duma velha tradição pela qual o rude mas sensível homem do mar prestava singela homenagem à sua companheira de trabalho e mãe dos seus filhos.


O número de barcos de pesca na Póvoa tem-se, entretanto, reduzido devido à escassez das espécies que progressivamente se faz sentir, o que obriga os poveiros a procurarem pesqueiros mais rentáveis, nos mares de Matosinhos, Aveiro e mesmo Peniche. Por uma questão económica – poupar no combustível e no tempo de viagem- o produto da pesca é descarregado nesses portos e ali vendido,
Por isso o movimento do porto de abrigo da Póvoa vai sendo cada vez menor.


Os barcos que cá permanecem continuam a respeitar a tradição, não saíndo para o mar no dia da Padroeira, Mas não apresentam já o aspecto festivo doutros tempos. Os pescadores continuam a contribuir para o "Mealheiro da Confraria" mas a tradição da "Rede da Senhora" também perdeu significado.


A parte litúrgica da Festas da Assunção vai mantendo o seu programa tradicional:
- Tríduo preparatório;
- Alvorada e missa;
- Missa das crianças:
- Missa solene;
- Missa vespertina;
- Procissão com a presença de altas autoridades eclesiásticas.


Com a fachada da Igreja da Lapa vistosamente iluminada, a parte profana das Festas consta habitualmente de:

- Participação da Banda Musical da Póvoa de Varzim

- Foguetório e sessão de fogo de artifício.
As festas têm o seu ponto mais alto na magnificiente Procissão de Nossa Senhora da Assunção, cortejo religioso, famoso de norte a sul do País


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fotos de Carlos Ferreira

Os sumptuosos andores devidamente decorados com valiosas flores naturais tal como integram a procissão, estão, nos dias que antecedem o do cortejo, expostos na nave da igreja.


Por efeito da erosão do tempo - que, afinal, tudo afecta - , a procissão tem perdido, a pouco e pouco, o esplendor de antigamente, embora mantenha ainda um prestígio que traz à Póvoa milhares de forasteiros.


A Rua 31 de Janeiro, que é a uma das mais compridas da cidade, e que faz parte do itinerário da procissão, tem sido, nestes últimos anos atapetada com uma extensa passadeira feita essencialmete com pétalas de flores de cores variadas, de lindo efeito. É a réplica duma antiga tradição em uso no bairro norte, onde as ruas são também atapetadas aquando das festas em honra da Senhora do Desterro já aqui descritas minuciosamente em 13 de Junho de 2005 e em 12 de Junho de 2006,


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A procissão da Senhora da Assunção, a mais rica e sumptuosa do País, incorpora todas as Confrarias e Irmandades da cidade, bem como representantes da classe piscatória, das autoridades e dos organismos civis e religiosos. Participam no cortejo cerca de 250 “anjinhos” ricamente vestidos e nove andores. As imagens sagradas têm, todas, o tamanho natural, e os andores são caprichosamente ornamentados com vistosas flores.


A sua organização obedece ao seguinte esquema:


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A abrir, um esquadrão de cavalaria da GNR em fardamento de gala;

Fanfarra.jpg- Fanfarra dos escuteiros de Ronfe - Guimarães


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Segue-se o vistoso e pesado pendão de seda branca, bordado a ouro, da Confraria.


- Sucessão de grupos alegóricos de “anjinhos” entre alas de elementos das confrarias, que são identificadas pelas cores das respectivas opas.
As alegorias são:
1º grupo - A Póvoa em homenagem a Maria;
2º grupo - Rainha do Rosário:
3º grupo - S.Pedro, chefe da Igreja (andor de S.Pedro);4º grupo - Santo António na tomada do hábito de Franciscano (andor de Santo
António);
5º grupo - Rainha das Virtudes (andor da Senhora do Sameiro);
6º grupo - Bendita entre as mulheres (andor do Coração de Maria);
7º grupo - Estrela do mar (andor da Senhora da Boa Viagem);8º grupo - Vaso espiritual ( andor da Senhora da Anuncioção);
9º grupo - O Rei Assuero recebe a Rainha Ester (andor da Senhora da Lapa);
10º grupo - Coração de Maria (andor da Santíssima Trindade);
11º grupo - Morte de Maria (andor de Nossa Senhora da Assunção):


Um pouco aleatoriamente e não pela ordem acima, seguem-se algumas imagens reproduzindo vários passos do cortejo:


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Andor de S.Pedsro


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Grupo de anjinhos que antecede o andor de Coração de Maria.


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Coração de Maria


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Aproveitando uma pequena paragem do cortejo, para descansar
Os anjos também se cansam …


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Uma bela personificação de Nossa Senhora da Assunção


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A imagem da Senhora da Assunção com os braços levantados a abraçar o céu, num belíssimo trabalho escultórico de João d’Affonseca Lapa , segue no último lugar - lugar de honra - levado pelos elementos da companha - com o seu mestre à frente - que ao longo do ano maior contributo tenha feito para o mealheiro da Senhora. É prerrogativa de tradição.


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Segue-se o Palio


Após o Pálio, vão a Real Irmandade, as Autoridades civis militares, os estandartes das Colectividades e das Associações.


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Vistosas raparigas ostentando trajes de diversos Ranchos Folcóricos representativos de bairros, dão uma profana nota de garbo e de beleza ao cortejo.


A fechar a procissão segue a Banda Musical, os devotos com as suas promessas, e a multidão de fies que, com a sua presença, afirmam a sua arreigada devoção.

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Entretanto, em volta, por todo o itinerário do cortejo, a multidão de residentes, banhistas e forasteiros constituem uma impresssionante mole humana a emoldurar a procissão.


Na fase final do seu trajecto pelas ruas da cidade, o cortejo pára no local fronteiro à entrada do porto de abrigo. Ali, todos os andores são voltados para a barra , como numa bênção aos barcos em que, constantemente, os pescadores arriscam a vida.
É um momento comovedor, na evocação de tantas tragédias que aconteceram naquele mar em frente.
O momento nesta altura mais esperado pelo imenso mar de gente que ali se junta, é o do “tiroteio” – manifestação festiva de características únicas em todo o País , que consta dum largo período - cerca de vinte minutos - em que se ouve o som ensurdecedor do deflagrar simultâneo de muitos foguetes -ao todo largos milhares – e, entre eles o estoirar cadenciado, forte e maciço de potentes morteiros.
É um estalejar continuado, ininterrupto, de foguetório, ao qual se sobrepõe, poderosamente, num ritmo sincopado, o ribombar dos morteiros a atroar os ares.
As gaivotas, que aqui abundam na babugem do pescado, recolhem-se arrepiadas de medo sabe-se lá onde, e a multidão aprecia em silêncio tão inusitado espectáculo acústico, enquanto nos céus se vai adensando espessa nuvem de fumo à medida que vão deflagrando os foguetes. Uma salva ainda mais forte faz estremecer os vidros das casas anunciando o final.
Entretanto a imponente procissão, já próxima da Igreja da Lapa de onde saíra, apresta-se para recolher, enquanto a multidão se vai lentamente dispersando, na perspectiva já dos demais folguedos , - música , danças e fogo de artifício- que têm lugar na noite que se aproxima, e que mantêm povo interessado madrugada adentro.
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agosto 13, 2006



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ARTE EM FOTOGRAFIA




IMAGENS SUBAQUÁTICAS

Muitas das fotos aqui publicadas são, como as de hoje, extraídas de “apresentações em Power Point” enviadas por pessoas amigas. Normalmente neste tipo de trabalho não é possível identificar com segurança os autores das fotografias, como acontece com as belas imagens que se seguem, e que fazem parte duma “apresentação” denominada “eau-estel” que me foi enviada pelo meu bom Amigo Eduardo Mascarenhas.

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POESIA



SE EU NUNCA DISSE QUE OS TEUS DENTES

Se eu nunca disse que os teus dentes
São pérolas,
É porque são dentes.
Se eu nunca disse que os teus lábios
São corais,
É porque são lábios.
Se eu nunca disse que os teus olhos
São d'ónix, ou esmeralda, ou safira,
É porque são olhos.
Pérolas e ónix e corais são coisas,
E coisas não sublimam coisas.
Eu, se algum dia com lugares-comuns
Houvesse de louvar-te,
Decerto que buscava na poesia,
Na paisagem, na música,
Imagens transcendentes
Dos olhos e dos lábios e dos dentes.
Mas crê, sinceramente crê,
Que todas as metáforas são pouco
Para dizer o que eu vejo.
E vejo lábios, olhos, dentes.

REINALDO FERREIRA


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Nascido em Barcelona, a 20 de Março de 1922, Reinaldo Ferreira, de seu nome completo Reinaldo Edgar de Azevedo e Silva Ferreira, era filho do jornalista Reinaldo Ferreira, o celebrado Repórter X
Foi para Moçambique (Lourenço Marques) em fins do ano de 1941 e ali fez o sétimo ano dos liceus, por aí se conservou, com raras e breves escapadas à Metrópole, até Junho de 1959, data do seu falecimento. Foi o autor de “Era uma casa portuguesa”, letra de uma canção que ficou celebre.





ANIMATÓGRAFO



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Vejo o extraordinário passe de magia deste autêntico artista de rua.

(agradecimento ao meu Amigo Edmundo Rocha pela partilha)

clicar aqui



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UMA VOZ DO FADO




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foto de 1981


ROSA FEITEIRA
nasceu na Póvoa de Varzim em 1951, tendo vivido em Lourenço Marques desde criança..
Participou em programas de fado do Rádio Clube de Moçambique .
Em 1969, terminado o liceu, prosseguiu os seus estudos em Portugal, onde se licenciou em Filologia Germânica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Exerce a docência naquela cidade.
Poveira por nascimento e descendente de poveiros, já aqui se apresentaram duas interpretações suas, em 15 de Junho e 25 de Julho últimos, recolhidas de arquivos do tempo da sua passagem pela estação emissora da então cidade de Lourenço Marques: “Disse-te adeus e morri” e “Povo que lavas no rio”, respectivamente,
Oiçamo-la hoje em ”Ai esta pena de mim”

Guitarra: Alves Martins
Viola: António Fonseca

Clicar aqui



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PÓVOA DE VARZIM EM IMAGENS




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Ao longo de todo o litoral poveiro há uma pista para passeios de bicicleta que se estende até à entrada da vizinha Vila do Conde.
São cerca de seis aprazíveis quilómetros a pedalar calmamente numa atmosfera impregnada de iodo, desfrutando-se duma paisagem marítima que torna o passeio extremamente agradável.



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A praia, com as suas barracas l e os multicolores guarda-sóis e pára-ventos que se estendem por quilómetros de macio areal, é o refúgio natural para estes dias de intensa canícula.



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Posted by carlosferreira14 at 09:48 PM | Comentários: (2)

agosto 02, 2006



Por motivo de férias
o GARATUJANDO interrompe a sua publicação durante uns dias.
Voltará no próximo dia 12 ou 13
ao vosso convívio.
Até lá, pois.

Posted by carlosferreira14 at 08:50 AM | Comentários: (3)